Barreto vê guerra política envolvendo Flamengo e Maracanã.

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Foto: Reprodução

SPORTV:
A empresa francesa Lagardère vai assinar um pré-contrato com o atual consórcio
Maracanã, para assumir a concessão do estádio até 2048. O Flamengo, porém, diz
que não aceita negociar com a nova controladora e que não vai jogará mais no
principal palco da cidade. Para o apresentador do “Seleção SporTV”,
Marcelo Barreto, a decisão pode não ser definitiva. Na opinião do jornalista, o
Rubro-Negro está mostrando para a nova administradora do Maracanã que não
aceitará qualquer condição.

– O
Maracanã era um estádio do Governo do Estado do Rio, era barato utilizar. O
clube queria usar o Maracanã, era toda hora. Agora, o Maracanã é um estádio
reformado “138 vezes”, que está na mão de um consórcio que não quer
mais. É uma fortuna usar o Maracanã, só para abrir o estádio são R$ 700 mil. O
Flamengo hoje está fazendo um ato político. O Flamengo está abrindo mão do
Maracanã no curto prazo, visando a ter o Maracanã no médio prazo. Está querendo
vencer uma queda de braço. Já está deixando claro para a administradora que
ganhou o consórcio que ela não vai poder impor qualquer condição, que o
Flamengo não vai ter que aceitar por causa da identificação com o Maracanã. É o
contrário, o Maracanã também tem que se sentir identificado com o Flamengo –
disse Marcelo Barreto.
Na
opinião do apresentador, a Lagardère precisará se aproximar de Flamengo e
Fluminense para manter o Maracanã lucrativo e com uma agenda cheia. Barreto
lembrou que o Vasco, com São Januário, e o Botafogo, com o Nilton Santos, não
jogarão no estádio frequentemente.
– Quem
administra o Maracanã tem que olhar o seguinte: o Maracanã fica no Rio de
Janeiro. São quatro clubes no Rio de Janeiro. O Vasco já tem estádio. Vai fazer
muitos jogos em casa e eventulamente pode jogar no Maracanã. O Botafogo tem um
estádio ainda maior que o do Vasco, com mais capacidade. Talvez queira fazer lá
até os jogos grandes. Esse não é um cliente para mim. Flamengo e Fluminense não
têm estádio. E são grandes. Então, tenho que querer esses caras toda quarta e
todo domingo. Esses caras têm que estar comigo. Não posso virar para eles e
dizer: “Para jogar aqui é do jeito que eu mandar”. Se eles não
quiserem, não tem ninguém mais para querer.

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