CBF lucra R$ 137 milhões a mais que o recordista Flamengo.

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Foto: Reuters

GLOBO
ESPORTE
: A CBF fechou 2016 com um faturamento de R$ 647 milhões, segundo
relatório apresentado nesta terça-feira em assembleia-geral da entidade. O
valor é muito mais alto do que o registrado pelos clubes de maior receita no
país. O Flamengo, por exemplo, faturou R$ 510 milhões, contra R$ 497 milhões do
Palmeiras.

Apesar
de ter aumentado seu faturamento, que em 2016 foi de R$ 519 milhões, a CBF
lucrou menos. O superávit da entidade no ano passado foi de R$ 44 milhões,
contra R$ 72 milhões em 2015. Segundo a entidade, o que explica a queda no
lucro é a variação cambial. O balanço registra perdas de R$ 39 mihões no item.
Os contratos de patrocínios e ganhos da seleção brasileira são em dólar.
A
maior parte do dinheiro que entra nos cofres da CBF vem dos patrocínios com a
seleção brasileira. Apesar de ter perdido parceiros em 2016, a entidade fez
contratos com valores maiores. O ganho nesse quesito foi de R$ 411 milhões,
contra R$ 339 milhões de 2015. As receitas com direitos de transmissão também
aumentaram: R$ 117 milhões em 2016, contra R$ 112 no balanço anterior.
Completam o faturamento ganhos com taxas de registro, licenças, e outros itens.

Assembleia
sem participação dos clubes
A CBF
ainda não divulgará o documento completo com os números em seu site, mesmo após
aprovação unânime na assembleia desta terça-feira. Somente as 27 federações
estiveram representadas no evento. A exemplo do último encontro, que definiu
mudanças no estatuto e o aumento do peso do voto das entidades estaduais, os
clubes não foram convidados. A CBF entende que os times só devem comparecer em
assembleias eleitorais.

Desde a última assembleia até hoje, conversamos muito com os clubes. Algumas
coletivas, algumas individuais. Podemos pormenorizadamente todas as mudanças
estatutárias, o código de ética, e para aqueles que levantaram dúvidas, falamos
também sobre as questões de prestação de contas. Não houve nenhum tipo de
questionamento – declarou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

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