Copa América de 2019 usará Arenas da Copa do Mundo.

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Foto: AFP

GLOBO
ESPORTE
: A Copa América de 2019, a ser organizada pelo Brasil, começa a tomar
forma. A organização do torneio já decidiu que as partidas serão realizadas nos
estádios que abrigaram a Copa do Mundo de 2014. E que as sedes serão
concentradas na região Sudeste, para limitar o tempo de deslocamento entre as
cidades. O plano da CBF é que nenhuma viagem dure mais de uma hora e meia de
voo.

O
número de cidades-sede vai depender da quantidade de participantes. Essa
decisão será tomada no fim de abril, em reunião do Conselho Conmebol em
Santiago, no Chile. Existem três propostas sobre a mesa:
– 10
participantes, os dez países que formam a Conmebol;
– 12
participantes, com dois convidados da Concacaf (provavelmente México e EUA);
– 16
participantes, com seis convidados de outras confederações.
O mais
provável é que a segunda opção prevaleça. Caso seja aprovado o formato com 16
participantes, a Conmebol planeja convidar para seleções europeias e asiáticas.
Como o GloboEsporte.com revelou, esta será a última edição da Copa América
disputada em anos ímpares. A partir de 2020, o torneio será organizado sempre
paralelamente à Eurocopa.
Ao
escolher os estádios usados no Mundial de 2014, a organização da Copa América
de 2019 rasga promessas feitas pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira
(1989-2012), de levar a competição para cidades que ficaram sem Copa do Mundo.
Em
2011, Teixeira prometeu a cidades como Belém e Goiânia que elas receberiam
partidas da Copa América seguinte, que estava prevista para ser realizada no
Brasil em 2015. Em março de 2012, o Brasil acertou uma inversão com o Chile,
que seria sede do torneio em 2019. O acordo foi selado entre os então
presidentes das confederações de Brasil e Chile, José Maria Marin e Sergio
Jadue. Hoje os dois estão presos nos EUA.

Este é
mais um revés sofrido pelos locais que ficaram fora da Copa do Mundo. Os 17
Estados que não abrigaram partidas do Mundial deveriam receber um Centro de
Treinamento, a ser construído com o dinheiro do “Fundo de Legado da
Copa”. Como o GloboEsporte.com revelou em janeiro, o dinheiro (cerca de
US$ 100 milhões) está bloqueado e a Fifa não pretende repassá-lo à CBF.

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