Devendo ao Flamengo, Al Nassr cobra do Sport venda de Hernane.

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Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press

GLOBO
ESPORTE
: A contratação do atacante Hernane, em 2015, gera dor de cabeça no
Sport. O clube pernambucano terminou envolvido em um imbróglio jurídico na
Fifa. O Brocador- que hoje atua no Bahia – move ação milionária contra o Al
Nassr, da Arábia Saudita, cobrando salários atrasados e vencimentos que tinha
direito até o fim do contrato. A ação já estava para ser julgada na Suíça, mas
os árabes lançaram mão de artifício que deve atrasar ainda mais o caso: como o
litígio ainda não está resolvido, eles procuraram a Fifa, cobrando ao Leão 10 milhões
de euros (R$ 34 milhões), valor da multa rescisória, por conta da contratação
do atleta.

De
acordo com o estatuto da Fifa, se após a entidade máxima do futebol autorizar a
rescisão de um jogador (Hernane, no caso) com um clube (Al Nassr) e,
posteriormente, esta equipe for vencedora no litígio judicial que ficou em
aberto, o seu novo empregador (Sport) se encarrega de pagar a multa rescisória
para o antigo clube.
Para
entender melhor, é preciso voltar a 2015, no momento da contratação de Hernane
pelo Leão. Na ocasião, o Brocador chegou ao Recife após “abandonar” o
Al Nassr, que estava devendo salários. Até que fosse liberado para atuar, o
jogador ficou quase três meses apenas treinando no Recife. Apesar de ter jogado
pelo Sport e de já ter sido negociado, depois, para o Bahia, o caso dos
salários atrasados ainda não tem sentença na Fifa. Assim, o clube saudita
entende que, quando assinou com o Sport, Hernane ainda era atleta do Al Nassr.
Ou seja: para alguém contratá-lo, como o Leão fez, precisaria pagar a multa
rescisória.
A
reportagem do GloboEsporte.com consultou o diretor de futebol do Sport Rodrigo
Barros, que também participa das questões jurídicas do clube. Ele confirmou que
a Fifa entrou em contato com o clube. Mas minimizou o caso.
– O Al
Nassr procurou a Fifa afirmando que o Sport contratou Hernane de forma ilegal e
notificou o clube, tentando processar. Mas, no momento, a Fifa não está
processando o Sport. Ela apenas pediu para que apresentasse sua versão do fato
– afirmou.
Barros
lembrou que, à época da contratação, os direitos de Hernane pertenciam ao
Mirassol, clube usado por empresários para registrar atletas em São Paulo.
Desta forma, em sua visão, o Sport dificilmente seria atingido nessa situação.

A
medida do Al Nassr parece muito mais nova tentativa de adiar a decisão do caso.
Como o Sport terá que se defender, tudo indica que o julgamento da dívida do
clube árabe com Hernane, que estava prestes a acontecer, seja retardado.
FLAMENGO
Além
de Hernane, o Flamengo também move ação de cobrança contra o Al Nassr, da
Arábia Saudita. Vendido em 2014, o clube carioca não recebeu nada pelo jogador.
Com juros e multas do julgamento na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em
inglês), o Flamengo deve ter direito a receber cerca de € 6 milhões
(aproximadamente R$ 20 milhões) da venda do jogador – o Rubro-Negro carioca
venceu nas duas instâncias os árabes, que não pagaram o Flamengo. O caso vai
para o Comitê Disciplinar da Fifa.

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