Fã mirim de Olivinha, do Flamengo, viraliza nas redes sociais.

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Foto: Divulgação

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Rafael Rezende

No
mundo do esporte, é natural um atleta se tornar ídolo de qualquer torcedor,
seja por identificação ou talento. Não faz diferença. No basquete, um caso
específico ganhou notoriedade e vem movimentando a internet no ano de 2017:
Isabella, de apenas quatro anos, nutre uma paixão enorme por Olivinha e não
perde um jogo do Flamengo na televisão.
O amor
pelo clube passou de geração à geração. Quem explica isso é Mariana Leal, mãe
da pequena e fanática pelo time da Gávea.
– Acho
que a Isabella se inspira em mim, creio que começou a seguir a mesma paixão. Eu
sou muito rubro-negra, e acompanho basquete e futebol. Adoro o elenco atual…
Os caras ganharam tudo que disputaram e formam uma equipe aguerrida e raçuda. E
o Olivinha é um jogador que demonstra muita entrega e uma garra absurda.
Qualquer jogo é o da vida, e é isso que a torcida gosta de ver. Espero que ele
nunca saia daqui. É super normal eu gritar “Vai, Olivinha”, o exemplo
está dentro de casa. Naturalmente, a Bella passou a ser fã. Crianças têm dessas
coisas. Fiz questão de mostrar isso, e houve a aceitação, graças a Deus –
contou, em tom de orgulho.
Quando
o ‘Orgulho da Nação’ entra em quadra, a menina não hesita em procurar o camisa
16. Há pouco tempo, pediu tanto, que conseguiu uma blusa customizada com o
número do ala-pivô nas costas.
– Os
momentos são espontâneos. O jogo começa e, se a Bella estiver perto, já
pergunta: “mamãe, cadê o Olivinha?”. Ela também gosta do Marquinhos e
do Marcelinho. Recentemente, fiz uma camisa do basquete, pois não conseguia
achar o tamanho ideal. Peguei uma de futebol, num tamanho maior e tirei as
mangas, para ficar igual a uma regata. Acho ótimo essa admiração pelo esporte,
e fico feliz que o ídolo dela seja um cara que se aproxima dos torcedores e dá
a vida pelo Flamengo. Ele responde todos nas redes sociais e é atencioso. No
meu caso, tem sempre um comentário carinhoso por causa da minha filha –
detalhou.
O
encontro tão esperado saiu do mundo virtual e se tornou realidade. O palco foi,
nada mais, nada menos, que o ginásio Hélio Maurício. Lugar especial para quem
segue de perto a modalidade.

Estávamos de férias no Rio de Janeiro, e eu queria passar um dia na Gávea, pois
sou sócia off-RJ. Fomos lá e estava tendo treino de basquete. Quando eu falei
do Olivinha, ela quis ir na hora. Durante a atividade, a Isabella ficou
gritando na arquibancada. Fiquei constrangida por achar que pudesse estar
atrapalhando o José Neto, mas no final, a chamaram para entrar na quadra. Foi
muito legal, todos tiveram carinho e nos atenderam. Conseguimos tirar a tão
sonhada foto. O pai dela é torcedor do Botafogo e incentiva a prática de
esportes. Nós dois fomos atletas. Desde que voltamos para Brasília, eu escuto:
“mãe, o Olivinha cresceu e ficou muito grande”. Respondo que foi por
causa do feijão. E sabe o mais curioso? Agora, até pede para comer, afinal,
quer ser igual – expôs, ressaltando a relação de inspiração.
Na
última semana, nossa reportagem procurou o Mr. Duplo-Duplo para falar do
assunto. Perguntado sobre a admiração, não poupou elogios e mostrou
sensibilidade.

Realmente, é um pouco diferente. Estou acostumado a lidar com um pessoal mais
velho na torcida. Mas quando você vê uma criança gritando seu nome, colocando
sua camisa, tirando fotos e beijando a televisão, é sensacional. Fico orgulhoso
com isso e sei que ela é especial. Uma coisa é certa: a Bellinha estará sempre
no meu coração – revelou.
A
conclusão foi mais um agradecimento, porém, sobrou espaço para um desejo
pessoal. Para o reboteiro do NBB, a situação serve como reconhecimento de uma
vida dedicada ao Fla.
– O
carinho infantil é especial e me motiva muito, por se tratar de um contato
diferente. A mãe dela me contou que teve um encontro com o pessoal do futebol e
ela queria saber de mim. Então, é algo que vou levar para o resto da minha
vida. Acho que o esforço feito em mais de dez anos de clube está valendo a
pena. Não tenho dúvidas disso. Espero poder reencontrá-la em breve para ganhar
uma força positiva e tirar mais fotos. Quero que essa relação siga assim até o
final da minha carreira – encerrou.
Essa
história faz valer uma máxima singular: não existe algo mais puro que o sorriso
de uma criança.

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