Falhas e dúvidas minam força do Flamengo antes de decisões.

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Foto: Nelson Perez

GLOBO
ESPORTE
: Zé Ricardo e sua comissão técnica têm nove dias para definir algumas
questões e fechar buracos no Flamengo. Talvez seja exagero e injusto sugerir
que o time imaginado para ser titular neste início de ano está em xeque. Mas há
alguns pontos de interrogação no ar que o Fla-Flu, que terminou em empate por 1
a 1, em Cariacica (ES), reforçou antes de pegar o Vasco na semifinal da Taça
Rio e do jogo importante contra o Atlético-PR, dia 12, no Maracanã. A partida
será fundamental para as pretensões rubro-negras na competição continental.

Rômulo
e Mancuello, que devem ser preparados para jogar a Libertadores dia 12 contra o
Atlético-PR, seguem como titulares da equipe? Márcio Araújo voltou a ser dono
da posição? Berrío normalmente é a alternativa ao argentino. Foi titular no
Fla-Flu. Mas o desempenho o credencia a ganhar a vaga no ataque? Rafael Vaz, na
berlinda da simpatia com a torcida rubro-negra, permanece com total confiança
de Zé Ricardo? Donatti ganha espaço?
Somente
Zé, os jogadores e os treinos durante a semana vão responder. Contra o
Fluminense, Rafael Vaz chamou a atenção. Não pelo azar de desviar a bola do gol
de Wendel, mas por que acumulou marcas pessoais negativas neste Carioca. De
acordo com o Footstas, o zagueiro de boa técnica e que é incentivado a sair
jogando por Zé Ricardo errou seis passes e sete lançamentos – Vaz não havia
falhado tanto em passes até aqui no Estadual e só repetiu sete erros de
lançamento uma vez, contra o Botafogo, na vitória rubro-negra por 2 a 1.
O
técnico do Flamengo não titubeou nem por um segundo na defesa de Vaz contra o
Fluminense. Como, aliás, já havia feito na derrota para a Universidad Católica
no Chile. Mas é possível notar até no posicionamento dos atacantes e meias do
Tricolor a espera do passe vertical de Vaz. Os jogadores adversários sabem da
característica de Vaz de sair jogando e tentar passes pelo meio do time
adversário e fecham espaços. Ou esperam o erro.
Fora de ritmo, Diego vê Fla “100%
preparado”
No
meio de campo e no ataque, o Flamengo prepara para o fim de semana o retorno de
Rômulo e Mancuello – o jogo contra o Vasco deve ser realizado no sábado. Os
dois fazem trabalho de fortalecimento muscular – o argentino sentiu dores no
joelho. Mas a dupla ainda não se afirmou na temporada. Uma das contratações
mais esperadas do ano, o volante voltou do futebol russo e começou o ano como
titular absoluto, mas sentiu a readaptação ao futebol brasileiro. Mostrou a
disciplina de sempre na marcação, mas alguma insegurança com a bola no pé.
Mancuello também fez alguns bons jogos, mas já vinha perdendo espaço para
Berrío.
O
colombiano, por sua vez, ainda é um caso à parte. Pela força física e
velocidade, torna-se arma perigosa em contra-ataques e também em jogadas
aéreas. Também é mais consistente e melhor adaptado que Mancuello quando volta
para marcar pela ponta direita. Mas não é jogador de toque de bola e de
triangulações, de furar defesas com toque refinado.
O
ponto forte do Flamengo segue nos pés da dupla Diego e Guerrero. O camisa 35,
número 10 na Libertadores, voltou com desempenho abaixo do padrão do seu
retorno ao Brasil contra o Fluminense, o que era compreensível depois de duas
semanas sem atuar. Ele foi convocado para a seleção brasileira e não jogou com
Tite. Para Diego, apesar da irregularidade, o Flamengo vai bem para a reta
decisiva do primeiro semestre.
– Eu
vejo a equipe preparada 100% para enfrentar esse jogo, como tem que ser. Com
seriedade, concentração. Vai ser um jogo difícil, como tem sido todos na
Libertadores, mas estamos preparados para fazer um grande jogo – disse Diego,
na saída do Fla-Flu.
Produção ofensiva menor
O
técnico do Flamengo promoveu revezamento no segundo turno do Carioca. Observou
a garotada da base e jogadores que vinham tendo poucas chances. Contra o Vasco,
provavelmente no sábado, deve ter quase todo o plantel à disposição. A
tendência é usar o que tem de melhor. O que inclui a volta de Guerrero. Jogador
mais técnico que Damião e Vizeu, o peruano abre espaço e tabela com meias e
laterais.
O
avanço dos laterais e a troca de passes com infiltração não têm sido mais a
marca do time de Zé Ricardo. Pela esquerda, com a volta de Everton – poupado
contra o Flu – o “problema” pode ser atenuado. Falta o equilíbrio
pelo lado direito. Zé voltou a usar Gabriel no clássico. O jogador pode ser
visto como ponto pacífico das características de meia de Mancuello e de
atacante de velocidade de Berrío, com disciplina tática e muita velocidade.
Após algumas semanas com mexidas e mudanças, resta saber que conclusões tirou e
o que pensa o técnico Zé Ricardo.

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