Flamengo justifica maiores Cotas: “Mais torcida e mais mídia”

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Torcida do Flamengo fazendo coreografia em Maracanã lotado – Foto: Buda Mendes/Getty Images

LANCE:
O vice-presidente de finanças do Flamengo, Cláudio Pracownik, fez uma análise
positiva do balanço financeiro do clube, divulgado no início de abril. De
acordo com os números, o Rubro-Negro registrou um superávit de R$ 153,4 milhões
no ano passado. Além disso, a dívida global foi reduzida de R$ 447 milhões para
R$ 390 milhões (queda de 13% em relação a 2015). De acordo com o dirigente, os
números mostram que o Fla é ‘o maior do Brasil’.


Começamos a investir mais e a colher mais. Saímos de um círculo de apenas
reestruturação para um círculo virtuoso. O Flamengo sempre foi o maior do
Brasil e hoje, em números, efetivamente é. O Flamengo também é uma potência na
América Latina e diria até que mundialmente. Nós tivemos um faturamento bruto
superior a meio bilhão de reais. São poucos clubes no mundo que têm isso. O
Flamengo está em um grupo seleto – disse Pracownik ao site oficial do clube.

O que
chama atenção no balanço financeiro do Flamengo é que o montante de receita foi
impulsionado pelos valores oriundos dos direitos de transmissão. Se em 2015 o
Fla ganhou R$ 127 milhões da televisão, as cifras chegaram a quase R$ 300
milhões (R$ 297,1 milhões, para ser mais exato) em 2016, graças ao novo
contrato assinado com a Globo, que rendeu pagamento de luvas ao clube (R$ 120
milhões, ao todo, que serão recebidos em parcelas).
Os
direitos de TV compensaram a perda de receitas em outros setores do futebol,
como bilheteria (de R$ 43 milhões para R$ 39 milhões), patrocínio (de R$ 85
milhões para R$ 66 milhões) e sócio torcedor (de R$ 29 milhões para R$ 26
milhões). Todos registraram queda.
Pracownik
afirma que o Flamengo é merecedor desta quantia recebida pelos direitos de
transmissão de jogos pela TV.
– O
Flamengo vai sempre lutar pelos seus interesses. Temos que ganhar mais do que
os outros times, simplesmente porque merecemos ganhar. O Flamengo tem a maior e
melhor torcida do mundo, muito mais exposição na mídia e, portanto, uma marca
mais valiosa que atrai mais patrocinadores. Mesmo os outros clubes arrecadam
mais por causa do Flamengo, isto na medida em que o Flamengo leva mais
torcedores aos jogos em que eles são os mandantes e têm direto à renda. O
Flamengo é um trem pagador do futebol brasileiro, dá dinheiro para todos,
porque é grande. Então nosso lugar é um lugar de merecimento – analisa.
O
dirigente diz que o Flamengo não está muito longe da realidade de gigantes
europeus no que diz respeito ao faturamento. Ele diz torcer para que os outros
clubes brasileiros ‘cresçam’.
– Em
termos de faturamento, não acho essa realidade (potências europeias) tão distante
(do Flamengo). Quando as pessoas perguntam para mim ‘O que falta para o
Flamengo ser o Barcelona?’, eu digo ‘Faltam, por exemplo, os nossos principais
rivais serem o Real Madrid, o Atlético de Madrid, o Chelsea, o Bayern…’. O
Flamengo faz parte de um ecossistema: o futebol brasileiro. Nós não queremos
ser o “menos pior de todos os piores”. Nós queremos ser o
“melhor dos melhores”. É preciso que o futebol brasileiro cresça, que
os demais clubes coirmãos cresçam, para que o Flamengo seja um potência mundial.
É preciso uma união dos clubes brasileiros, uma reforma no modelo federativo,
confederativo de futebol e também dos esportes olímpicos. É preciso que o todo
cresça e se profissionalize – ponderou.

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