Ibson, ex-Flamengo, rechaça volta e fala de rotina nos EUA.

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Foto: Julio Cesar Guimaraes/Lancepress!

LANCE: Ibson já defendeu as
camisas de Flamengo e Corinthians, clubes com as maiores torcidas do Brasil.
Hoje, aos 33 anos, consegue até caminhar na rua “sem ser
reconhecido”. E, segundo o próprio, curte a fase, representando o
Minnesota United, que vive sua temporada de estreia na Major League Soccer.

Apesar
da equipe estar em um período turbulento, onde ocupa as últimas posições da
Conferência Oeste, com três derrotas, um empate e uma vitória, o volante é
positivo quanto aos próximos dias e pensa em ser fiel ao seu contrato, válido
até dezembro deste ano.

Penso em ficar por aqui por mais tempo. No momento, não cogito voltar. Às vezes
rola sondagem, mas ainda pretendo fazer história aqui. Quando voltar, aliás,
não tenho preferência se tiver que escolher um clube no Brasil – disse Ibson,
por telefone, em entrevista exclusiva ao LANCE!.
Além
de Flamengo e Corinthians, Ibson também teve que lidar com a pressão de
defender as cores do Santos e do Sport nos gramados tupiniquins. Fora do
Brasil, ainda passou por Porto (Porto), Spartak Moscou (Rússia) e Bologna (Itália).
A ausência de assédio no futebol estadunidense, no entanto, não incomoda o
jogador. Ao contrário.
– Aqui
(Estados Unidos) não tem assédio. Para ser sincero, hoje, não sinto falta,
apesar de ser bacana alguém na rua pedir para tirar foto e tudo e mais. Vivo
muito bem aqui, curtindo esse tempo mais com a família. Posso dizer que é muito
tranquilo e que a experiência tem sido proveitosa para mim.
CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA
O que costuma fazer em seus horários de
lazer por aí?
Como
disse, aqui eu tenho curtido muito mais meus filhos. Tenho levado o Ibson
Júnior, que está com 9 anos, para escolinha de futebol agora. Consigo assistir
na beira do campo, e isso é muito prazeroso, como é levar a Alicia (7 anos) à
dança. Já fui a jogos da NBA e de hóquei também. Curto muito.
Há pouco tempo, você jogou em um gramado
enevado, sob -8ºC. Como tem sido encarar todo esse frio?
Agora
o frio já está passando, né? No fim do ano que foi mais difícil de aguentar,
era demais, mas eu já joguei na Rússia e isso ajuda bastante na adaptação. Só
que tem dia que você lamenta até sair do carro (risos).
E seu condicionamento físico, está ok?
Minha
condição física está boa, sim. Tenho trabalhado forte. Agora que O Minnesota
United está na Major League, mudou quase o time todo, só ficaram seis ou sete
jogadores do ano passado. O treinador é novo também, com novo pensamento e
escolhas. Estou à espera de mais oportunidades.
E você acha que a Major League Soccer pode
chegar ao patamar das ligas de outros esportes mais populares, como a NBA e a
NFL?

muita competitividade na Liga, já que não tem rebaixamento. O nível técnico é
muito bom. Além disso, o nosso estádio, por exemplo, está sempre cheio.
Acredito que isso seja uma questão cultural. O americano curte eventos e
competições, mas acredito que não vai adotar como adota a NBA e a NFL. Pode ser
que o nível de interesse chegue próximo.
Para finalizar, não pode ficar em cima do
muro. Você jogou ao lado de Ronaldinho Gaúcho (no Flamengo) e de Neymar (no
Santos). Se tivesse que escolher apenas um no par ou ímpar, quem seria?
Atuei
mais com o Neymar, né? Tenho boa relação com ele até hoje. É um moleque que
tenho amizade e é sensacional, dentro e fora de campo. Ele sempre quis treinar
com muita vontade, até nos dias seguintes aos jogos. Mas… Se tivesse que
escolher? Difícil, os dois são gênios. Mas o jogador com mais talento que eu
atuei posso dizer que é o Neymar.

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