Lesão de Diego coloca Guerrero à prova no Flamengo.

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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

UOL: Paolo
Guerrero vive uma das melhores fases da carreira no Flamengo. E a boa
performance do peruano tem relação direta com o momento no qual passou a ter
companhia de Diego no time rubro-negro. A ausência por pelo menos quatro
semanas do meia, que se recupera de cirurgia no joelho direito, coloca à prova
o camisa 9 da Gávea.

É
inegável que Guerrero se torna mais perigoso com Diego. Os números comprovam
isso. Os dois jogaram juntos pela primeira vez em 28 de agosto de 2016 –
vitória por 3 a 1 sobre a Chapecoense. Foram 20 partidas com a dupla em campo
pelo Flamengo desde então. O peruano balançou as redes 11 vezes. A média do
atacante é de 0,55 gols por jogo na companhia do camisa 35.
O
crescimento é de 63% em relação ao desempenho antes da chegada de Diego, que se
transformou rapidamente no principal jogador da equipe e na referência entre os
torcedores. Antes da chegada do meia, Guerrero somou 19 gols em 53 jogos –
média de 0,35 gols por partida.
A
diferença é ainda maior em 2017. Guerrero fez oito gols até aqui na temporada.
Seis deles foram marcados com a presença de Diego. Apenas na goleada por 4 a 0
sobre o Nova Iguaçu, quando o meia acabou poupado, o peruano assinalou dois
gols longe do companheiro.
Além
da manutenção da boa performance sem Diego, Guerrero tem o desafio de ser o
líder e a referência do Flamengo no delicado período de ausência com jogos decisivos
pelo Campeonato Carioca e pela Copa Libertadores. Caberá ao camisa 9 lidar com
a forte marcação adversária sem dividir atenções. O desafio está longe de ser
simples, já que a presença do meia costuma facilitar o trabalho nesse sentido.
Guerrero
será cobrado e um bom desempenho se torna ainda mais necessário a partir de
agora. Caso o peruano não obtenha sucesso junto aos demais companheiros, o
Flamengo terá dificuldades para se livrar da “Diegodependência”.

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