Mesmo com aluguel de R$ 100 mil, Flu tem prejuízo no Maracanã.

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FOTO LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

O DIA:
Sem conseguir mobilizar a torcida na partida decisiva contra o Goiás, a
diretoria do Fluminense sofreu um duro golpe no Maracanã. Com ingressos a
preços populares de R$ 40, o clube arrecadou apenas R$ 506 mil, o que causou
prejuízo. O público abaixo do esperado deixa um sinal de alerta para o uso
futuro do estádio.

Os
números oficiais do gasto com a operação do jogo não foram divulgados — o
borderô não apareceu no site da CBF na última quinta-feira —, mas o clube já
sabe que houve déficit. Mesmo diminuindo os custos, ao não abrir o setor Norte
e diminuir os gastos com fornecedores, o Fluminense precisava de um número
maior do que os mais de 17 mil pagantes. A expectativa era que o jogo contra o
Goiás levasse mais de 25 mil pessoas, o que não aconteceu — foram 20.062
presentes.
Sem o
contrato original com a Concessionária Maracanã — a Justiça tem considerado o
último aditivo entre eles, assinado por Peter Siemsen no fim do ano passado —,
o Fluminense se viu obrigado a pagar aluguel (R$ 100 mil) e cuidar de toda a
operação do jogo. O clube ficaria com a renda e 25% do consumido no bar, mas
como a partida de quarta-feira teve prejuízo, perdeu dinheiro.
Segundo
a Flusócio, com 25 mil pagantes, o Maracanã não causa prejuízo. O Ataque tentou
contato com a diretoria do clube, que não respondeu qual seria o número ideal,
nem como conseguir fazer o estádio voltar a ser vantajoso.
Com
problemas financeiros e sem poder perder mais dinheiro, o Fluminense se vê numa
encruzilhada. Para atuar no Maracanã, precisará estudar se o jogo terá bom
público. Caso contrário, Edson Passos será alternativa, o que acontecerá com
frequência.

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