Números comprovam ótima campanha do Flamengo no NBB.

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Foto: Divulgação

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: Por Rafael Rezende

Foram
21 vitórias em 28 jogos, 75% de aproveitamento e a liderança absoluta
garantida. Os números da trajetória rubro-negra, durante toda fase
classificatória, evidenciam que a primeira posição do NBB 9 foi conquistada com
muitos méritos. Através das estatísticas, é possível mostrar como a meta,
projetada pela Comissão Técnica, foi concluída.
No
início da competição, o time ficou invicto por oito partidas consecutivas.
Perdeu a invencibilidade para o Basquete Cearense, mas se recuperou logo
depois. No turno, foram 11 resultados positivos e três negativos (78.5%). Já no
returno, a probabilidade ficou um pouco abaixo: 10-04 (71.4%).
A
maior pontuação veio contra o Minas (108), na penúltima rodada. Já a menor,
contra o Bauru (63). Apesar da diferença nesse sentido, a equipe manteve uma
regularidade e tem média de 88 pontos gerais. Nos outros aspectos, a situação
ficou da seguinte forma: 20 assistências e 40 rebotes.
Diante
dessas informações, o GRN destrinchou cada tópico e vai apresentar algumas
curiosades a partir de agora.
Cestinhas
O
quesito foi dominado por Marquinhos (18.6), Marcelinho (15.7) e Olivinha
(13.6). Dos três, quem tem maior porcentagem de acerto nos arremessos é o
camisa 16 (59.5%), mas quem fez mais foi o ala: 512. Por isso, está em quinto
na classificação e pode ultrapassar seus concorrentes.
Maestros
Apesar
de ter ficado de fora um tempo por lesão, Ricardo Fischer conseguiu distribuir
4.5 assistências em 16 participações. Essa é uma das principais características
do armador, que ajudou a abrir espaços na quadra para os chutadores. Marcelinho
e Ronald Ramon, ambos com 4.3, também fizeram a diferença.
Os eficientes
Essa é
a área que merece mais destaque na “planilha”. Em termos de
eficiência, o Flamengo reinou e emplacou quatro atletas nos vinte iniciais,
sendo Olivinha o líder total (20.1). Os outros são Marquinhos (16.0), JP
Batista (14.9) e Marcelinho (13.9). E não para por aí, pois Ramon (11.3) e
Fischer (10.1), assim como os companheiros, chegaram aos dígitos duplos.
Produtivos
O
índice de produtividade é medido pelo +/- no quadro de scouts, e é cumulativo.
Em suma, se trata de como o grupo reage com a presença de qualquer jogador. No
top 5 do campeonato nacional, estão quatro flamenguistas: Ronald Ramon (10.3),
Marcelinho (9), JP Batista (7.6) e Marquinhos (6.8). Ou seja, o impacto foi
extremamente positivo.
Reboteiros
É
claro que o Mr. Duplo-Duplo não ficaria de fora, né? Com 10.1 rebotes pegos por
duelo, Olivinha foi soberano no garrafão. O xodó da torcida não deu chances a
ninguém e encerrou essa parte do torneio com folga no topo. JP Batista (6.5) e
Hakeem Rollins (4.9) completam a lista.
Outros
dados têm que ser citados: Marcelinho é o segundo a acertar mais bolas de três
pontos (2.9), JP é o terceiro nas de dois (4.9) e Marquinhos é o quarto a ter
êxito em cobranças de lances livres (5.4). Por fim, é preciso ratificar o
protagonismo de Olivinha. O ala-pivô é candidato real ao prêmio de MVP.
Uma
coisa nisso tudo é óbvia. O Clube de Regatas do Flamengo conquistou a vantagem
jogando um bom basquetebol. Superou problemas, mostrou sua força e teve o
plantel como a chave do sucesso. Aliado, claro, ao grande desempenho de José
Neto. Vamos ver qual será o resultado dos playoffs.

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