Pallhinha relembra timaço que não deu certo no Flamengo.

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Foto: Reprodução/ Twitter

FOX
SPORTS
: A vontade de vestir o manto Rubro-Negro tirou Pallhinha da Europa. Em
entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o ex-meio-campo, tricampeão da
Libertadores e bicampeão mundial, lembrou de quando largou o futebol espanhol,
onde chegou como reforço mais caro da história do Mallorca, para retornar ao
Brasil e fazer parte de um verdadeiro esquadrão de craques comandado por Paulo
Autuori, hoje no Atlético-PR, e que contava com ninguém menos que Romário,
Athirson, Clemer e Zé Roberto.

Campeão
da Libertadores com o Cruzeiro em 1997, Palhinha já havia sido negociado com o
Mallorca em julho daquele ano, antes mesmo do fim da competição. Na época,
prestes a completar 30 anos, o jogador recebeu proposta de 1,5 milhão de euros
dos espanhóis, cerca de R$ 5 milhões, e rumou para aquele, que seria a sua
primeira experiência europeia.
Apesar
de todo o peso depositado em sua contratatação, o ex-jogador lembra que não
enfrentou tanta pressão da torcida, como de costume no futebol brasileiro.
“Não
tive pressão alguma. O engraçado é que é tudo muito igual, só mudam os times e
as situações. Na Europa, se você ganha ou perde o jogo, te aplaudem. No Brasil
que é mais complicado, se você perde, querem te atropelar. Então foi
normal”, lembrou Palhinha.
O
Mallorca, por sua vez, acabou não sendo sua casa por muito tempo. O clube
espanhol que hoje figura na Liga Adelante – segunda divisão espanhola – e ainda
sequer foi campeão nacional, viu Palhinha dizer adeus poucos meses após a sua
chegada. Em 1998, o jogador recebeu proposta do Flamengo, que já havia tentado
contratá-lo três anos antes, e logo arrumou as malas para retornar ao Brasil,
já que tinha sempre teve o desejo de um dia vestir a camisa do clube. Naquele
período, o Flamengo montava um time repleto de estrelas, trazendo outras peças
de renome como Zé Roberto, que veio do Real Madrid e Romário, que inclusive foi
que o mais incentivou a se juntar ao ‘esquadrão’ da Gávea.
“Eu
fiquei pouco tempo no Mallorca porque eu tive a oportunidade de voltar ao
Brasil , para o Flamengo, eu queria jogador no clube, sempre tive o sonho de
jogar lá, conversei muito com o Romário antes, e resolvi voltar. Abri mão do
meu contrato, porque ainda tinha três anos de vínculo com o Mallorca”,
afirmou o ex-meia-atacante.
A
fórmula que era para ser de sucesso, porém, não deu muito certo. Na antigo
formato do Brasileirão, o Flamengo ficou apenas em 11° na primeira fase, e
sequer avançou para o mata-mata. Naquele ano ‘desastroso’ para o Flamengo, a
melhor campanha acabou sendo uma eliminação nas oitavas-de-final da Copa do
Brasil. Palhinha aponta o ‘vestiário pesado’ como motivo para o fracasso
daquele time de estrelas.
“No
Flamengo, nada foi como eu esperava. Tínhamos o Zé Roberto, Romário, Rodrigo
Fabri, Cleyson, Clemer, Athirson, Junior Baiano, Caio, Paulo Autuori era o
treinador, tinha um time muito forte de papel, mas acabou que dentro de campo
as coisas não fluíram, como às vezes acontece, não dá liga”, completou.

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