Para Kleber Leite, empate do Flamengo foi vexaminoso.

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Leandro Damião em Fluminense x Flamengo – Crédito: Staff Images/ Flamengo

KLEBER
LEITE
: . Tive dúvidas com relação ao
título deste post. No final, fiquei entre “deu sono” e, “menos mal”. Acabei
optando pela segunda alternativa, na medida em que, fui concluindo que a minha
má vontade com o jogo tinha muito mais a ver pelo fato dele nada valer, do que
propriamente pelo que acontecia dentro das quatro linhas. E, quando você vai
ver um jogo sabendo que não vale nada – e que seu adversário entra com um time
reserva – ter boa vontade como?

O gol
de Arão me acordou e fez com que mudasse o título. Perder é ruim. Para o
Fluminense, pior. Para o Fluminense, com o time B, vexame… O gol no final, ao
menos, evitou um papelão.
. Quero agora levantar a bola
para a estratégia. A decisão de colocar a maioria dos titulares em campo foi
boa? Aliás, maioria dos titulares, não! Time titular, sim! Até porque, se Diego
jogou, estava em campo o nosso time principal.
Certa
vez, demonstrei ao genial e incomparável supervisor Domingo Bosco a minha
preocupação pelo fato de determinado jogador ter que ficar de fora de um jogo
importante. A reação dele, pragmática e genial: “Tire esta preocupação da
cabeça. Aqui o único desfalque é o Zico. Ele jogando, não há desfalque”.
Guardadas as devidas proporções, Bosco continua tendo razão…
Voltando
ao tema inicial, sou de opinião que, quando se sabe – como foi o caso neste
Fla-Flu – que o adversário vai jogar com o time reserva, o estado psicológico é
afetado, pois fica no ar a obrigação de ganhar e, todos sabem que, em se
tratando de futebol, não é assim que a banda toca…
Acho
que, igual, deveríamos ter entrado com um time B. Sei que alguém argumentará
que, se esta decisão fosse tomada, Diego – por exemplo – passaria muito tempo
sem jogar, pois, foi para a Seleção e não entrou em campo. Para quem pensa
assim, indago: e daí?
Mil
vezes melhor seria ter sido poupado, evitando um desgaste desnecessário,
colocando em risco a quebra da confiança nele mesmo, e no time, caso houvesse uma
derrota.
. Outra coisa: Lembram o que
contei aqui com relação ao Júlio César que, embora fosse muito melhor do que
todos os goleiros da categoria júnior, jogava no juvenil?
Pois
é. O fato se repete vinte e dois anos depois. Vinícius Jr é muito mais talento
do que qualquer um dos garotos que vêm sendo aproveitados por Zé Ricardo e,
aproveitado não é, provavelmente por ser mais jovem. Como me disse certa vez o
grande Telê Santana: “Talento não tem idade. Talento é raridade”. VINÍCIUS JR,
JÁ!!
Até
por uma questão de coerência, por tudo que aqui coloquei, me recuso a analisar
o jogo e, consequentemente, a atuação do nosso time. Na escalação das equipes,
psicologicamente, o Fluminense entrou com enorme vantagem.
. E os jogos que nada valem
prosseguem. Agora, o adversário será o Vasco. Que tal fazer do limão, uma bela
limonada? VINÍCIUS JR, NELES!!!!
Garanto
que será esta a grande (talvez única) motivação para qualquer rubro-negro ir ou
ver o jogo.  VINÍCIUS JR, JÁ!!!

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