Para que servem mesmo os estaduais?

18
Jogadores de Flamengo e Fluminense – FOTO: NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

ANDRÉ
ROCHA
: Um dos argumentos em defesa dos estaduais é que dá a chance ao time de
menor investimento de receber os grandes em seus estádios, movimentar a cidade
e renovar as gerações de torcedores locais.

O
Linense, com problemas no ”Gilbertão”, aceitou jogar as duas partidas das
quartas de final contra o São Paulo no Morumbi para faturar com a divisão da
renda líquida das duas partidas. Também pensando no segundo semestre sem a
certeza de ter uma competição para disputar.
Fruto
exatamente da nossa estrutura federativa que incha os torneios regionais e não
se preocupa em permitir que todos os clubes tenham uma divisão a disputar,
ainda que regionalizada numa fase inicial.
Uma
escolha que abre um precedente perigoso. Se o jogo tiver apelo para o grande e
certeza de estádio cheio, o clube de menor investimento pode fazer barganha com
algo que faz parte da essência da competição: 
a chance de vencer em seus domínios.
Outro
argumento para a manutenção desse elefante branco no calendário nacional é a
emoção dos clássicos, reforçando as rivalidades e garantindo confrontos que
podem não acontecer nos campeonatos nacionais.
Pois o
esdrúxulo regulamento do Carioca pode fazer com que as semifinais da Taça Rio
signifiquem absolutamente nada para os clubes, sem influenciar na classificação
final que define os semifinalistas do campeonato. Basta que Vasco e Botafogo
confirmem suas vagas no fim de semana. Inclusive a ordem das equipes não seria
alterada.
Isso
sem contar o absurdo do Fluminense vencer também o segundo turno e não ser
declarado o campeão. O tricolor já declarou que a Copa Sul-Americana é
prioridade, Flamengo e Botafogo estão envolvidos com Libertadores e o Vasco só
não tem outra competição para dar mais importância porque foi eliminado da Copa
do Brasil pelo Vitória. Só resta a busca do tricampeonato como prêmio de
consolação.
Em
2017 o estadual não tem servido nem para dar uma ilusão de força ao time grande
rebaixado à Série B. O Internacional conseguiu a ”proeza” de se classificar
em sétimo na primeira fase do campeonato gaúcho.
Pode
até conquistar o hepta no mata-mata, até porque o Grêmio prioriza a
Libertadores, mas a equipe de Antonio Carlos Zago comandada em campo por
D’Alessandro não transmite a mínima confiança para seu torcedor. Nem forçando
muito a barra dá para se enganar.

Para
que servem mesmo os estaduais?

COMENTÁRIOS: