Sem parceiro, Globo deve exibir Brasileirão sozinha.

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Foto: Luiz Henrique

BLOG
DO OHATA
: A cerca de apenas um mês do início do Brasileiro-2017, a Globo não
recebeu sequer um esboço de proposta para sublicenciamento da competição de
qualquer um de seus pares na TV aberta.

No ano
passado, chegou a executivos da emissora proposta que não agradou. Mas este
ano, por enquanto, nem isso foi apresentado.
Na
emissora já é como certo que a transmissão do Nacional será feito com
exclusividade na TV aberta pela emissora, o blog apurou.
Os
principais motivos para pessimismo em relação a uma parceria é financeiro. Além
da crise econômica pela qual o país passa, que tem afetado o mercado
publicitário, a cada dia que passa se torna mais difícil para um eventual
parceiro viabilizar um plano comercial para a atração, que normalmente é levado
a mercado para captação com meses de antecedência do início de uma atração
desse porte.
Um
diretor de uma TV aberta que já investiu forte em esporte, explica que não se
trata apenas de adquirir os direitos de transmissão.
Feito
o acerto com a Globo, seria necessária a contratação de um largo elenco de
profissionais para compor sua equipe de transmissão de jogos, eventualmente com
”nomes” caros, em um momento em que as emissoras têm anunciado cortes.
Além
disso, há gastos com a logística: Aluguel de caminhões para transmissão,
passagens aéreas, hospedagem para equipe composta por narrador, comentarista,
repórter, técnico de som, cinegrafista, motorista etc.
Parte
dessa equipe costuma se deslocar antes do dia da partida, para acompanhar o
dia-a-dia dos clubes ”grandes” quando estes jogam fora.
O
formato do produto também é diferente, já que se trata de um programa com dois
blocos de 45 minutos, o que oferece menos espaço para comerciais do que outros
tipos de programas.
No ano
passado a Band, tradicional parceira da Globo, anunciou poucos dias antes do
início do Nacional, que por ”questões financeiras” não iria transmitir o
Brasileiro e neste ano tampouco transmitiu o Paulista.
Por
questões ligadas à produção é mais fácil um canal adquirir competições que já
chegam ”prontas”, como a Liga dos Campeões ou a Copa das Confederações, pois
pode ser transmitida ”off tube”, ou seja, de um estúdio de onde a equipe do
canal acompanha os jogos por um monitor.
Mesmo
sem perspectivas de um parceiro e o cenário trabalhado internamente ser o de
uma transmissão exclusiva, a emissora ainda está oficialmente aberta a
parcerias.
Um
indício de que a emissora busca parceiros é o trabalho de sinergia no
aproveitamento de equipamentos de transmissão que vem sendo feito nos jogos com
os caminhões de transmissão. Se antes Globo e SporTV, braço na TV por
assinatura da Globosat, levavam cada um seus próprios caminhões aos estádios
onde as partidas são disputadas, a ordem agora é para compartilhar quando
possível para conter gastos.

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