Somoggi alerta para queda de receita do Flamengo com bilheteria.

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Foto: Divulgação

LANCE:
Por Amir Somoggi

O
Flamengo acaba de apresentar seu balanço referente ao exercício de 2016. Os
números foram extremamente positivos, muito em função do sólido modelo de
gestão do clube.
Mesmo
faturando muito, mantém uma estrutura de gastos bastante austera, o que
permitiu a clube fechar com um alto superávit. O maior da história do futebol
brasileiro.
O
clube encerrou 2016 com receitas totais de R$ 510 milhões e superávits de R$
153 milhões. Nos últimos três anos a soma dos superávits alcançou
impressionantes R$ 348 milhões.
Isso
sem dúvida foi histórico para o futebol brasileiro. Nunca um clube lucrou
tanto.
Um
fato que chama a atenção é o custo com futebol que atingiu R$ 200 milhões,
muito pouco para um clube que fatura mais de R$ 500 milhões. Apenas como
comparação o Palmeiras deve encerrar 2016 com custos de futebol superiores a R$
345 milhões.
A
política de austeridade do clube é única no futebol brasileiro. A relação custo
com futebol sobre receita caiu de 41% em 2015 para 39% em 2016.
RECEITAS CRESCERAM POR CONTA DA TV
Porém,
nem tudo é motivo de comemoração nos números apresentados pelo Flamengo. O
principal motivo para o crescimento das receitas foram os valores recebidos da
TV. Nada menos que R$ 297 milhões em 2016, contra R$ 128 milhões em 2015.
Isso
significa que a TV representa absurdos 58% da receita total. Em contrapartida
as receitas com patrocínio caíram de R$ 85 milhões para R$ 66 milhões e
representam apenas 13% do faturamento.
O
clube apresentou queda de 11% no sócio torcedor e 10% na bilheteria.
Atualmente
as receitas de bilheteria do Flamengo representam apenas 8% do faturamento
total, um valor insignificante na comparação com grandes clubes europeus e até
da liga dos EUA, a MLS.
Se
somar bilheteria e sócio torcedor as receitas caíram de R$ 73 milhões em 2015
para R$ 66 milhões em 2016. Juntos são 13% do faturamento total.

AS RECEITAS NOS ESTÁDIOS DE CLUBES
EUROPEUS
O Flamengo tem que investir pesado na solução das baixas receitas com seus jogos. Segundo
a Deloitte (empresa de auditoria e assessoria financeira), os clubes abaixo
foram os que mais faturam com seus estádios na Europa em 2016.

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