A defesa do Flamengo analisada taticamente.

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GOAL: Por
Bruno Guedes 
Um dos
grandes trunfos do trabalho do Zé Ricardo no Flamengo é a organização tática. E
a defesa é um dos pilares dessa mentalidade que fez o clube ter o melhor
aproveitamento desde 2009. A lesão do Diego afetou diretamente a armação do
time. Se antes um 4-2-3-1 se moldava conforme o jogo, agora um 4-1-4-1 com
variações ditam o ritmo nesse início de Brasileirão.

Foto: Reprodução
A
principal preocupação do técnico Zé em suas equipes, desde a base, é com a
ocupação de espaço. É a partir dela que o time recupera a bola e faz a sua transição
ofensiva. Por isso o apoio de jogadores de lado de campo, como pontas, é
amplamente explorada por ele. Vale ressaltar e lembrar: transição ofensiva não
é jogador correndo, é a mudança de um posicionamento defensivo para um
ofensivo.
Essa
ocupação acontece sempre com a inversão de posições e para recompor o
posicionamento. Quando está sem a bola, o Flamengo tenta sempre deixar o
adversário em desvantagem numérica pelos lados do campo. Para isso é
fundamental o apoio da tríade lateral-volante-ponta. Se um deles sai para
marcar e deixa o espaço, um outro entra naquele buraco e preenche. Como podemos
ver, Pará (4) sai para acompanhar e William Arão vai entrar caso o Atlético
mantenha a bola.

Foto: Reprodução
Nessa
ocupação de espaço, uma das ações que está em alta até na Europa é a obstrução
da área para que o adversário não consiga entrar. Para isso, até cinco ou seis
jogadores fazem um “paredão”, deixando os atacantes em absoluta
desvantagem, forçando chutes de fora da área ou abrir pelos lados para efetuar
a marcação citada anteriormente.
Como
hoje em dia não existe a divisão por setores, é preciso atenção do time todo.
Do Muralha ao Guerrero, se não tiver aplicação e concentração, desmonta tudo.
Foi assim que saiu o gol do Atlético-MG. Uma saída errada entre William Arão e
Márcio Araújo fez com que não houvesse a recomposição defensiva a tempo e a
defesa mal posicionada deu espaços.

Foto: Reprodução
Já na
saída de bola do sistema de defesa para a transição ofensiva, o time se
comporta num 3-4-3 algumas vezes. Um volante, geralmente Márcio Araújo, vai
entre os dois zagueiros e o time espalha pelo campo, principalmente com os dois
pontas bem abertos. Essa variação acontece, principalmente, quando Zé Ricardo
mexe na equipe, no segundo tempo. Isso porque o adversário já tem assimilado
algumas das ideias e a busca por alternativas do Flamengo.

Foto: Reprodução
O time
tem organização e um ótimo sistema defensivo. Cabe agora é calibrar o pé e não
desperdiçar tantas chances de gols.

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