A volta de Ederson ao Flamengo após dez meses.

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Edersn orando em sua volta ao time do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

UOL: Foram
mais de dez meses, precisamente 311 dias para voltar aos gramados. Em 3 de
julho de 2016, o meia Ederson sofreu com uma tesoura aplicada pelo lateral
corintiano Fagner. A entrada foi o estopim para uma sequência de problemas
físicos. O camisa 10 do Rubro-negro passou até por uma cirurgia no joelho esquerdo
em setembro e o retorno aos campos chegou a ser colocado em dúvida. Na última
quarta-feira (10), ele reencontrou o futebol em uma partida oficial. O meia
entrou no segundo tempo do empate sem gols entre Flamengo e Atlético-GO, no
Maracanã, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Ainda
no anúncio da escalação, Ederson foi o jogador mais aplaudido pelos torcedores.
A presença dele no banco de reservas depois de tanto sofrimento foi celebrada
pelos rubro-negros que decidiram ir ao estádio após a recente conquista do
Campeonato Carioca.
Com
15min do segundo tempo, a torcida pediu para que ele entrasse em campo. Ederson
pisou o gramado aos 23min e foi recebido com empolgação ao substituir Matheus
Sávio. Os gritos de apoio ecoaram nas arquibancadas.
Ederson
viveu em quase meia hora a emoção de um garoto ao jogar pela primeira vez.
Ainda sem ritmo de jogo, ele se apresentou e não se poupou dos choques com os
adversários. No fim da partida, o camisa 10 teve a oportunidade de cobrar uma
falta, mas Rafael Vaz insistiu em bater e desperdiçou.
“Estou
muito emocionado. Foi um período difícil e longo. Precisei de muita paciência.
Tive apoio da família e da torcida. Recebi mensagens e agradeço de coração.
Quero trabalhar bastante para retribuir e dar alegrias aos torcedores”,
afirmou o jogador.
O
técnico Zé Ricardo rasgou elogios ao camisa 10, que deu um passo importante
para enfim render o que dele se espera no Flamengo. O processo ainda será feito
com calma. O importante, por enquanto, é apenas a presença do meia.
“Conversamos
com o Ederson regularmente, pois se trata de um jogador tecnicamente muito bom.
É um profissional exemplar. Não é fácil voltar depois de dez meses. Falei com
ele e com o grupo. Desejo que tenha uma sequência positiva e sem lesões. Isso
tudo foi muito doloroso. Tivemos algumas coisas positivas na partida, mas a
volta dele talvez tenha sido a principal”, comentou.
“A
nossa ideia é a de que ganhe ritmo de jogo devagar. Vamos avaliar as partidas
para utilizá-lo, mas sem pressa. Ele sabe disso e já conversamos. Foi
importantíssimo o retorno dele para o grupo”, completou o comandante.

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