Camisa do Flamengo gruda em Guerrero e vira emblema de título.

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Guerrero não conseguiu tirar a camisa do Flamengo (Wallpaper) – Foto: Jorge Rodrigues Jorge

GLOBO
ESPORTE
: O cronômetro marcava 39 minutos do segundo tempo. Àquela altura, com o
placar de 1 a 0 para o Fluminense, a final iria para os pênaltis. Iria se não
fosse Guerrero. Gabriel cobrou escanteio, Réver cabeceou, Diego Cavalieri deu
rebote e, na sobra, de perna esquerda, Guerrero estufou a rede e enlouqueceu o
Maracanã. E na comemoração o atacante viu o manto rubro-negro virar sua segunda
pele.

Guerrero
correu para comemorar ao mesmo tempo em que tentava tirar a camisa. O peruano
não conseguiu driblar o novo modelo de uniforme mais justo ao corpo, com botões
fechando a gola. Tentou puxar pelo braço direito, pelo esquerdo, e pelo
pescoço. Nada. Logo, seus companheiros chegaram para abraçar e o sufocaram de
vez, maior caô com a camisa.
A
comemoração, então, foi vestido com o manto, mas despido de frieza: Guerrero
vibrou, gritou e festejou junto à torcida. Quando a partida iria recomeçar,
recebeu o abraço e caminhou alguns metros com Rodinei, que selaria de vez a
conquista do Campeonato Carioca ao fazer o segundo gol, aos 50 minutos. Os dois
nomes do jogo lado a lado.
E aí,
surgiu um novo caô com a camisa: na comemoração, um torcedor surrupiou o manto
do lateral-direito. Mas tudo é festa, com ou sem camisa, lá estava a faixa de
campeão carioca no peito. E enquanto o peruano ficava falando no gramado após o
apito final “campeão p***”, o camisa 2 prometeu ir atrás de quem
pegou sua camisa que custou a sair.

Estou rindo agora, porque lembro do momento. Dei mole porque tirei a camisa. No
outro jogo brinquei com o Juan e com o Diego que ia comemorar com a torcida,
acabei escorregando contra a Católica e hoje o cara puxou a camisa da minha
mão. Mas depois vou ver na câmera quem pegou e vou dentro dele. Vou atrás dele!

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