“Chegou a hora da colheita”, diz Gilmar Ferreira sobre o Flamengo.

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Presidente do Flamengo comemorando título de campeão com jogadores – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: Decisão de Estadual com os ingredientes necessários para uma final:
Maracanã lotado, Fla-Flu com vocação ofensiva nervos à flor da pele e
alternância no placar.

No
final, vitória do Flamengo por 2 a 1 em virada espetacular, com gols nos
últimos dez minutos e conquista invicta do título de 2017.
O
Flamengo foi o único entre os grandes clubes cariocas a vencer seus três
principais rivais e isso, por si só, torna desnecessário dizer o quanto mereceu
o troféu…
O
JOGO, em seu plano tático, foi disputado com obviedade.

Ricardo escalou seu time no formato do Fluminense, com três atacantes forçando
a saída de bola adversária.
Mas
não contava que em dois escanteios consecutivos, os tricolores abrissem o
placar, aos 3m, numa cabeçada de Henrique Maranhão.
Na
fase final, com os dois times no ataque, evidenciou-se a superioridade do
Flamengo, sobretudo pelo todo _ da estrutura cientifica à força do elenco.
Os
rubro-negros mostraram-se mais inteiros e as substituições do inteligente Zé
Ricardo resolveram o jogo, com gols de Guerrero em córner cobrado por Gabriel,
e de Rodnei, o personagem…
MAS A
CONQUISTA permite falar da montagem do elenco erguido à partir da base do time
entre 2013 e 2014 _ geração dos remanescentes Gabriel, Márcio Araújo e Éverton.
É o
primeiro título da safra 2015/16/17 e pode-se dizer que é também o primeiro
resultado técnico da gestão de Rodrigo Caetano.
Pará e
Guerrero são da leva de 2015, da qual faziam parte Allan Patrick e Marcelo
Cirino, e outros onze chegaram em 2016, com destaque para Muralha, Rever,
Diego, Arão, Rodnei, Vaz e Leandrão.
E
agora, em 2017, de olho na Libertadores, outras cinco aquisições reforçaram
ainda mais o elenco, dentre as quais Berrío, Trauco, Rômulo e Renê.
O
TITULO ESTADUAL, que para muitos não vale nada, eleva a autoestima do Flamengo
para as disputas do Brasileiro, da Libertadores, e das Copas do Brasil e
Sul-Americana.

espaço para crescimento com Conca e Ederson e é possível projetar conquistas
mais expressivas ainda neste ano.
Ao que
parece, foi-se o tempo do semeio.
Houve
a época dos temporais, mas parece ter chegado a hora de colheita.
E,
pelo jeito, valeu esperar…

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