Cinco motivos que (talvez) explicam a eliminação do Flamengo.

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Foto: Reuters

GLOBO
ESPORTE
: derrota para o San Lorenzo, em combinação com o triunfo do Atlético-PR
sobre a Universidad Católica, ficará para sempre marcada como o momento que
selou a amarga e precoce eliminação de um Flamengo repleto de expectativas na
Libertadores 2017. Mas a postura recuada e os erros nos minutos finais do jogo
no Nuevo Gasometro foram apenas parte do cenário que explica (ou ao menos
tentar explicar) o adeus traumático na fase de grupos. Veja alguns problemas e
erros que foram cruciais:

Não soube se impor como visitante
O
Flamengo que dificilmente perdia. O Flamengo que foi campeão carioca invicto.
Nada disso valeu para a principal competição da temporada. O que se viu na
Libertadores foi uma equipe que foi punida justamente por não conseguir valer
suas características fora de casa. Mesmo quando jogou bem, não soube ser letal
como visitante. Em um grupo tão complicado e equilibrado, era fundamental se
impor além do Rio. Time com mais investimento e astro se comparado com os
outros da chave, o plantel de Zé Ricardo foi o único que não conseguiu um ponto
sequer fora.
A perda de Diego
A
noite de 12 de abril poderia ficar lembrada apenas pela boa vitória que o
Flamengo conseguiu sobre o Atlético-PR no Maracanã. Mas foi naquela partida que
Diego sofreu uma lesão no joelho e desfalcou o time nas semanas seguintes. É
inegável que a ausência da referência do camisa 10 foi um dos fatores que
atrapalhou a equipe.
Banco sem peça chave
Thiago,
Rômulo, Juan, Renê, Ederson, Matheus Savio e Damião: esses eram os jogadores
disponíveis no banco do técnico Zé Ricardo na partida diante do San Lorenzo. A
primeira opção do técnico acabou sendo – novamente – o jovem Matheus Savio que
nitidamente sentiu a pressão.
Com
folha salarial e investimento altos, o técnico não tinha peças capazes de mudar
jogos à disposição. Ederson, por exemplo, vem ganhando ritmo após 10 meses sem
atuar. Principal reforço do time na temporada, o meia Dario Conca foi inscrito
na Libertadores. Não deu tempo de participar.
A bola aérea pune
Não é
apenas no torneio continental que o problema foi notado. Mas foi na
Libertadores que a bola aérea puniu o Flamengo. Nas três derrotas fora de casa
que custaram a eliminação na fase de grupos, o time sofreu gols através de
bolas alçadas na área.
”Guerrero dependência”
Na
ausência de Diego, coube ao camisa 9 assumir o protagonismo do time. E em todas
as boas partidas recentes, o Rubro-Negro contou com uma boa atuação de
Guerrero. Na Argentina, o atacante pouco conseguiu fazer, jogando muito
isolado. Ele não marcou gols fora de casa na Libertadores. O Flamengo sentiu.

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