Em busca de ST, Flamengo expande Marca e abre 61 embaixadas.

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Consulado Fla Pixaba – Foto: Divulgação

LANCE:
Pensando em aumentar o número de sócios-torcedores e também expandir sua marca,
o Flamengo desenvolve um projeto em diferentes pontos no Brasil e também no
mundo. Nos últimos meses, o Rubro-Negro trabalhou para ampliar consideravelmente
suas embaixadas e consulados (61 novos grupos em 120 dias). O programa é tocado
pelas pastas de dois vice-presidentes: Daniel Orlean (VP de marketing) e
Mauricio Gomes de Mattos (VP geral) e conta com um grupo de trabalho de
diferentes ajuntamentos políticos do clube. A busca por representantes em
diferentes locais vem rendendo alguns frutos interessantes, como peneiras de
jovens talentos em locais onde o clube não tinha muita penetração.

Entusiasmado,
Mauricio Gomes de Mattos acredita que o trabalho poderá alçar o Flamengo ao
posto de uma potência mundial, no mesmo patamar de Barcelona, Real Madrid e
outros.
– O
Flamengo está caminhando para ser potência mundial, haja vista a ressonância
que este projeto está nos dando, a quantidade de dinheiro que está entrando no
clube. O que idealizamos foi fidelizar os sócios num projeto que visa o cunho
social, esportivo e, principalmente, buscar sócios-torcedores e jogadores para
o clube. Saneando as dívidas, o Flamengo passa a ser imbatível. O clube está
alinhado com os seus compromissos, caminhando para ser o Real Madrid do Brasil,
Barcelona do Brasil, Bayern, Juventus… – afirma o vice-presidente geral.
A
ideia de ter representantes do Flamengo em diferentes locais fora do Rio já
exista no clube. A novidade é que agora podem ser formados os chamados
consulados, com um grupo de cinco sócios-torcedores. Se eles crescerem, podem,
virar embaixadas, que reúnem, no mínimo, 30 sócios-torcedores.
VICE DE MARKETING DIZ QUE PROJETO SUPERA
EXPECTATIVAS
O
vice-presidente de marketing do Flamengo, Daniel Orlean, explica o principal
objetivo do projeto: aproximar os torcedores do clube em diferentes lugares,
mesmo que muito distante do Rio de Janeiro.
– A
ideia é aproximar o Flamengo do rubro-negro onde quer que ele esteja, Campos,
Maranhão, Acre, Lisboa, Orlando… Em qualquer lugar há rubro-negros com
camisas. Muitas vezes, essas pessoas querem se juntar, se aproximar para viver
mais o Flamengo. Criamos uma série de eventos. Temos um resultado muito bacana,
fazendo também peneiras e encontrando atletas. Acho que o trabalho está
superando expectativas – avalia o dirigente, que destaca ainda o trabalho em
parceria com o futebol, buscando novos talentos com olheiros.
– O
objetivo inicial é aproximar os rubro-negros entre eles e do clube. O segundo é
aproveitar, que estamos presentes no Brasil e no mundo inteiro, para que essas
unidades sirvam para captar potenciais atletas. É um objetivo colateral.
Montamos uma estrutura que também funciona como escolinha. Isso aumenta o poder
de penetração, fica muito mais fácil e frequente para o nosso olheiro –
comenta.
COORDENADOR DESCARTA LIGAÇÃO COM
ORGANIZADAS
Coordenador
do projeto, o profissional de marketing Eduardo Barbosa garante que o trabalho
não tem qualquer tipo de ligação com torcidas organizadas. Ele diz ainda que há
um cunho social na ideia.
– Não
há nenhuma relação com organizadas. Uma das principais coisas que temos de
fazer nos consulados são ações sociais, eles são obrigados a fazer isso para
virar uma embaixada. Antes, só tínhamos as embaixadas, isso não era vantajoso
para o Flamengo. O clube é conhecido como massa, criamos os consulados, é a
nova versão – analisa.
Eduardo
e o vice-presidente geral do clube estão visitando diferentes cidades do Brasil
e vêm sendo recebidos como astros, inclusive participando de carreatas. O
coordenador do projeto lembra que há dois mil sócios-torcedores somente em
consulados e embaixadas espalhadas pelo mundo. Isso, é claro, contribuiu para
maiores investimentos no futebol.
– Toda
a verba do sócio-torcedor do Flamengo vai para o futebol, o objetivo é expandir
o sócio-torcedor nessas regiões. Muita gente acha que só o cara do Rio pode ser
sócio, mas não é isso, rubro-negros do mundo inteiro podem ser
sócios-torcedores. Nosso objetivo é ‘explodir’ o sócio-torcedor – destaca.
GRUPOS DE TORCEDORES ATÉ EM SINGAPURA
O
programa Embaixadas da Nação já contava com grupos de torcedores em locais como
Singapura, Shangai (CHN), Sucre (BOL), New Jersey (EUA). Agora, há consulados
em Vancouver (CAN), Nova York (EUA), Santiago (CHI) e muito mais. Interessados
em ingressar no projeto podem enviar email para embaixadas@flamengo.com.br.
GRUPO DE TRABALHO DESCARTA PAPEL POLÍTICO
NO PROJETO
Conselheiro
do Flamengo e um dos responsáveis pelo projeto, Leandro Nader diz que o
trabalho não tem qualquer tipo de caráter político ou autopromoção de
“A” ou “B”. Ele é do SóFla”, o mesmo grupo do
presidente Eduardo Bandeira de Mello.
– É um
trabalho totalmente apartidário. Todo mundo dá pitaco e participa, fazendo pelo
Flamengo. Não é um projeto novo, mas nós retomamos e cresceu bem rápido. É
importante porque o Flamengo pode estar presente em várias cidades, pode até
quem sabe fazer escolinhas. É difícil de imaginar a proporção que isso pode
tomar – pondera.

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