Estaduais consagram técnicos novatos e derrotam veteranos.

17
Gazeta Press

ESPN: Vários
times campeões estaduais nesta temporada possuem um fator em comum: técnicos
novatos conduziram as equipes às conquistas. São os casos de Coritiba, Vitória,
Novo Hamburgo, Flamengo, Corinthians e Atlético-MG. Os treinadores dessas equipes
deixaram técnicos com nomes consagrados para trás, e puderam comemorar títulos
estaduais. Conseguirão os ‘novatos’ dar sequência ao bom trabalho no restante
da temporada?

Pachequinho
Depois
da demissão de Gilson Kleina após derrota para a Chapecoense por 4 a 3, pela
quinta rodada do Campeonato Brasileiro, Pachequinho assumiu o comando do
Coritiba interinamente em junho de 2016 – posto que já havia ocupado
anteriormente. Mas com a contratação de Paulo César Carpegiani, Pachequinho
voltou a ser auxiliar técnico.
Com a
eliminação na Copa do Brasil em fevereiro deste ano, Carpegiani não conseguiu
se manter no cargo. Assim, novamente Pachequinho ocupou o posto de interino.
A
efetivação como treinador viria apenas no último domingo, depois do empate sem
gols contra o Atlético-PR, que garantiu o título do Campeonato Paranaense, já
que o time coxa-branca vencera na ida por 3 a 0, fora de casa.
“É
uma conquista que tem uma história muito longa. Estou desde os 12 anos no
Coritiba buscando espaço para ser jogador, e tive sucesso aqui, mas foi um
período difícil. Depois voltei ao cube e essa conquista tem um significado
muito grande para a minha vida”, afirmou.
Wesley Carvalho
Wesley
Carvalho, de 42 anos, pegou a missão de comandar o Vitória na semana dos dois
jogos da final do Baiano, depois de Argel Fucks ter sido demitido por conta da
confusão ao final do mesmo clássico no final de semana passado, que foi válido
pela semi da Copa do Nordeste. O auxiliar, que já ocupara a função de interino
em 2015, fez sua parte ao ver seu time empatar os dois jogos, o que garantiu o
título ao clube rubro-negro.
Beto Campos
Beto
Campos, de 52 anos, é um conhecido do futebol sulista, tendo trabalhado em
diversos times do Rio Grande do Sul e também no Juventus, de Santa Catarina. Em
2016, ele levou o Caxias de volta à elite estadual com o título da segunda
divisão; no ano seguinte, voltaria a conquistar um troféu no estado, só que
ainda mais memorável. Campos conseguiu a inédita conquista com o Novo Hamburgo
no Gauchão.
O
técnico, com passagens por clubes como Pelotas, Passo Fundo, São José-RS, entre
outros, é agora cotado para assumir o Vitória, de acordo com o jornal Zero
Hora.
Zé Ricardo

Ricardo, que se profissionalizou como atleta no futebol de salão e parou aos 25
anos, passou a trabalhar em sua formação como técnico. Na área, passaria pelas
categorias de base do Flamengo – tendo sido campeão da Copa São Paulo em 2016 –
até ter a chance de assumir interinamente o comando do time principal em maio,
quando Muricy Ramalho precisou sair por motivos de saúde.
Desde
então, ele fez um grande trabalho, foi efetivado em julho e viu o time brigar
até o fim pelo título do Brasileirão. No domingo, conseguiu o seu primeiro
título, após ter visto sua equipe bater o Fluminense nos dois jogos da final do
Campeonato Carioca. Zé Ricardo venceu o embate contra Abel Braga.
“É
a realização de um sonho iniciado quando comecei a carreira”, afirmou Zé
Ricardo na entrevista coletiva depois do jogo no domingo.
Fábio Carille
Fábio
Carille foi confirmado como treinador do Corinthians ainda em dezembro do ano
passado. Iniciou o seu trabalho em 2017 cercado de desconfiança. O treinador e
o elenco corintiano conviveram ao longo do Campeonato Paulista com o rótulo de
‘quarta força do Estado’. Mas eles foram superando as críticas feitas. Carille
apostou desde o início da temporada em uma defesa forte. Mesmo com um sistema
defensivo sólido, ouviu questionamentos sobre o rendimento do time, que tinha
dificuldades para criar oportunidades de gol, e muitas vezes empatava e
derrotava os adversários com ‘placares magros’. Mas Carille seguiu confiante em
sua proposta. E o Corinthians passou a apresentar um futebol mais equilibrado,
com melhor desempenho ofensivo. Tal equilíbrio rendeu o título do Paulista ao
Corinthians. E, assim, Fábio Carille se firma no comando da equipe, já podendo
pensar em outros objetivos na temporada.
“Sou
abençoado. Chegar ao Corinthians como cheguei. O Mano saiu para a seleção
brasileira, e eu não sabia se o Corinthians me mandaria embora. Depois, o
Adilson Batista ficou por um curto espaço de tempo e o Tite veio com uma
comissão técnica montada. Fui me firmando”, afirmou Fábio Carille, hoje
mais firme do que nunca na equipe alvinegra.
Roger Machado
Roger
Machado teve que conviver com várias críticas ao seu trabalho nestes primeiros
meses da temporada. Talvez a crítica mais frequente era a de que ele não estava
conseguindo fazer a equipe desempenhar um papel a altura do elenco que possui.
Mesmo assim, o Atlético-MG teve a melhor campanha na fase de classificação do
Campeonato Mineiro. E conseguiu coroar sua caminhada no estadual com o título
diante do maior rival, o Cruzeiro. A primeira conquista no clube dará mais
tranquilidade para Roger seguir o seu trabalho em 2017? O treinador diz que
‘sim’.
“Saio
muito feliz e satisfeito. Dever cumprido, mas, acima de tudo, de todos os
envolvidos no trabalho desde o começo do ano, com planejamento muito minucioso,
de chegar à final com a maior parte dos nossos jogadores disponíveis e muito
preparados. É importante carimbar este início de trabalho com a primeira
decisão do ano e pela segurança pela continuidade, pela confiança”, disse
Roger após o triunfo sobre o Cruzeiro.

COMENTÁRIOS: