Estreia do Brasileirão tem maior média de gols dos últimos 10 anos.

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Guerrero comemorando gol contra o Atlético-MG – Foto: Gilvan de Souza

RODRIGO
MATTOS
: As três goleadas no domingo permitiram que o Brasileiro tivesse sua
melhor média de gols na rodada de abertura em dez anos na competição. Mesmo
faltando uma partida – Coritiba e Atlético-GO -, as nove partidas foram suficientes
para igualar os 28 gols de 2015, que detinha o maior número em uma década.
Nesta segunda-feira, esse total pode ser superado ou ficará igual.

A
última vez em que a abertura do Nacional teve uma média de gols maior foi em
2007 quando foram marcados 39 gols em dez jogos, média de 3,9 por jogo. Até
domingo, a estreia do campeonato tinha média de 3,1 gols. Em caso de partida
sem gols nesta segunda-feira, a média será igual a de 2015.
Comparado
com 2016, dobrou o total de tentos na rodada, já que naquele campeonato foi a
pior estreia do Brasileiro nesses últimos dez anos, com 1,4 gol por jogo.
Para
chegar a esse resultado, foram determinantes as goleadas de Bahia, Palmeiras e
Ponte Preta. No total, nesses jogos, foram 16 gols, mais da metade dos marcados
na rodada. Todos os resultados foram em favor dos times mandantes.
Não
houve nenhuma vitória de time visitante nesta abertura do Brasileiro. Três
deles, Atlético-MG, Chapecoense e Vitória, conseguiram empatar, mas todos os
outros seis perderam.
Se a
média de gols foi positiva, os erros de arbitragem voltaram a ocorrer já na
rodada inicial. O Grêmio marcou um gol em que Luan desviou a bola com a mão
contra o Botafogo, o que foi ignorado pelo árbitro Bráulio da Silva Machado. No
jogo entre Avaí e Vitória, o juiz Felipe da Silva não marcou pênalti quando
Júnior Dutra, do time catarinense, sofreu uma tesoura dentro da área.
Esses
foram os erros claros. Houve ainda dois pênaltis discutíveis marcados para
Palmeiras e Fluminense em cima de Dudu (o 1o) e Henrique Dourado. A arbitragem
de vídeo poderia ajudar nesses dois lances, mas a CBF resiste a agilizar sua
implantação por enquanto.
PS Lamenta-se que o gremista
Luan não tenha admitido que o segundo gol gremista foi resultado de um toque
tão clamoroso em sua mão. Omitir-se em um lance tão claro é se aproveitar do
erro alheio em proveito próprio, como deixar de devolver um troco errado no
táxi.

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