Everton joga com injeção anti-inflamatória para ajudar Flamengo.

22
GLOBO
ESPORTE
: nome de Everton na escalação deste domingo talvez tenha sido a melhor
notícia para o Flamengo antes de a bola rolar. Por trás do que poderia ser uma
simples decisão de Zé Ricardo, sacrifício. Fora do jogo na quarta-feira passada
por conta de entorse no tornozelo esquerdo, o camisa 22 não mediu esforços para
voltar ao time na primeira partida da final do Carioca diante do Fluminense.
Foi a campo à base de injeção de anti-inflamatório e mostrou – de novo – que o
time considerado titular de Zé Ricardo vai além de Diego e Guerrero.
Foi
(de novo) taticamente fundamental para a vitória rubro-negra. A missão agora é
tê-lo 100% para quarta-feira, pela Libertadores, contra o Universidad Católica,
no Maracanã.
A incerteza e a injeção para jogar
O
Flamengo seguirá por, pelo menos mais algumas semanas, sem a referência de
Diego – que operou o joelho e está em fase de recuperação. Na quarta, a
ausência de Everton diante do Atlético-PR só foi confirmada na última hora.
Apesar de ter treinado na véspera, o tornozelo seguia inchado e não haveria
condições de atuar. Por mais que o Rubro-Negro tenha criado boas chances na
Arena da Baixada, foi visível a falta de velocidade e conexão ao ataque com a
ausência do camisa 22. Frustrado, assistiu ao jogo do fora de campo.
Desde
então, foram três dias de corrida contra o tempo. Everton treinou quinta, sexta
e sábado normalmente com o grupo. Colocou-se à disposição do técnico Zé Ricardo
para a decisão.
Ainda
assim, precisou de uma injeção de anti-inflamatório horas antes do confronto.
– É
difícil. Só eu sei que estou passando aqui. Mas é final, vale o sacrifício.
Quarta-feira não deu, estava muito inchado. Mas hoje tomei injeção e fui –
disse um sincero Everton, no intervalo do jogo no Maracanã.
Depois
da vitória, porém, evitou entrevistas na zona mista.

 O mapa de calor de Everton na final do último domingo: ofensivas pela esquerda (Foto: Reprodução Footstats) 
Por que Everton foi (e também é) tão
importante?
A
resposta veio nos primeiros 45 minutos da decisão. Everton é aquele jogador que
participa da maior parte das jogadas de ataque e faz esforço para retornar na
defesa. Neste domingo, deu trabalho na ponta esquerda, sobretudo para o lateral
tricolor Lucas, e atrapalhou os avanços de Richarlison no primeiro tempo. Sua
movimentação ofensiva – ao lado de Orlando Berrío – inibiu os avanços do
Fluminense. A sacada de Zé Ricardo para anular o Tricolor foi usar exatamente a
arma clássica de Abel Braga: velocidade.
Everton
fez boa dobradinha atuando mais perto de Trauco e permitindo subidas do peruano
ao ataque. Chamava as jogadas e também marcava, fazendo valer sua capacidade de
atuar como lateral – fez dois desarmes importantes. Para coroar a atuação,
também foi dele o gol do jogo após falha do zagueiro Renato Chaves.

Muito bom ter Everton de volta, taticamente cumpre bem a função. Sabíamos que a
volta dele ia fortalecer nosso lado. Tanto Lucas quanto Léo atacam muito. Teve
a felicidade de fazer nosso gol. Vamos recuperar ele bem, estava em dúvida se
jogaria 90 minutos. A preocupação é recuperá-lo pro jogo de quarta-feira –
disse Zé Ricardo.
O
Flamengo agora volta suas atenções para a Libertadores. Na quarta-feira, recebe
o Universidad Católica, às 21h45, no Maracanã, no jogo que pode definir sua
classificação da fase de grupos do torneio.

O time
se reapresenta na tarde desta segunda-feira no Ninho do Urubu.

COMENTÁRIOS: