Ferj quer ajustes no Estadual para evitar decisões sem atrativos.

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Agência FERJ

FUT
RIO
: A nova fórmula de disputa do Campeonato Carioca para 2017 ainda rende,
pirncipalmente por conta do resultado final. Campeão, o Flamengo não venceu nem
a Taça Guanabara, nem a Taça Rio, chegando à decisão por possuir a melhor
campanha na soma dos turnos. Apesar disso, o diretor de competições da FERJ,
Marcelo Vianna, teceu elogios ao regulamento e projetou poucas mudanças,
especialmente na reta final, quando os quatro grandes disputaram um turno que,
na prática, não tinha validade para fins de título.

– Não
vamos mudar tecnicamente o campeonato, mas podemos encaixar alguns ajustes, não
necessariamente para 2018. Podemos tentar um melhor posicionamento nas fases
decisivas para quem ganhar os turnos, ou algo que torne aquele momento final
mais interessante. Isso, realmente, nós precisamos. Mas o formato com as duas
taças e a final do campeonato vai continuar. Respeito quem pensa diferente, mas
acho que é o mais interessante. Hoje o Rio tem três campeões: o da Taça
Guanabara, o da Taça Rio, e o grande campeão carioca. Três torcidas diferentes
comemoraram – afirmou o dirigente, em entrevista exclusiva ao FutRio.net.
Sobre
o fim da tradição que perdurou até 2013, com o campeão da Taça Guanabara
enfrentando o campeão da Taça Rio na final, Marcelo Vianna deixou claro: foi
uma solicitação da TV, que neste ano pagou mais de R$ 120 milhões pelos
direitos de transmissão do campeonato. Naquele ano, o Botafogo venceu os dois
turnos e, com isso, não houve final, trazendo prejuízos aos patrocinadores do
torneio. Com a existência de uma semifinal geral e a impossibilidade do título
direto, todas as datas reservadas para o campeonato são preenchidas. Assim, de
acordo com o raciocínio da entidade, a final do Carioca fica garantida, e a
tradição dos turnos também.
– A
gente aceita as críticas, mas algumas coisas não dependem da gente. Acho
interessante o formato dos turnos. É óbvio que o campeão da Taça Guanabara
fazer a final com o da Taça Rio seria o mais lógico, assim como o ganhador dos
dois troféus ser o campeão. Mas isso é reflexo do mercado. Quem compra o
campeonato, e paga muito bem por isso, quer que as 18 datas sejam preenchidas e
quer dois clássicos no Maracanã na semana final. Nós precisamos atendê-los. E o
Rio de Janeiro sempre foi conhecido pelas duas taças. A fórmula precisa de
ajustes? Precisa. Sentando e conversamos, podemos achar uma fórmula um pouco
mais atraente, principalmente na fase entre as semifinais da Taça Rio e as
semifinais gerais – explicou.
Confira
outros trechos da entrevista de Marcelo Vianna:
Balanço do campeonato
– É o
fim de um ciclo. Vamos melhorar o que deu certo e acertar o que deu errado,
para que o produto seja cada vez melhor. No geral, o campeonato privilegiou os
dois melhores times tecnicamente, com duas partidas finais e com o Maracanã lotado,
sendo a última um recorde de público nacional. O balanço, sem dúvidas, é bem
positivo.
Problemas

Dentro da minha visualização tivemos muitos percalços, como a segurança pública
precária no Rio de Janeiro e o problema de relacionamento entre Flamengo e
Botafogo, o que dificultou a utilização do Estádio Nilton Santos, nosso
principal estádio na ausência do Maracanã. Isso foi muito grave. Durante a
semifinal e a final da Taça Guanabara, foi um período muito complicado.
Média de público
– Não
tivemos uma média interessante, pouco mais de 4 mil torcedores, mas eu procuro
considerar somente os jogos envolvendo os grandes. O formato do Rio de Janeiro
é diferente de São Paulo. Aqui temos clubes de bairro, sem torcida, somente
simpatizantes que torcem pelos quatro grandes. Com isso, temos problemas com o
público desses times. Ao contrário de Sâo Paulo, que tem centros mais
desenvolvidos, como Ribeirão Preto, por exemplo, e eles possuem seus
torcedores. Se a gente levar em consideração somente os grandes, nossa média
foi de mais de 20 mil por jogo. Em transmissão, o campeonato bateu recordes de
audiência. Em bilheteria, as duas finais foram muito interessantes e batemos o
recorde de público nacional. Vamos sentar agora para buscarmos ajustes visando
tornar a fórmula ainda mais atraente.

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