Flamengo de volta com Gabriel ou escala Everton na ponta direita?

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GLOBO
ESPORTE
: O
Flamengo pode decidir sua vida na Libertadores nesta quarta-feira, às 21h45 (de
Brasília), no Maracanã, contra a Católica. Uma vitória aliada a um tropeço do
San Lorenzo diante do Atlético-PR, em Curitiba, dão a vaga ao Rubro-Negro. Após
decisão intensa contra o Fluminense no último domingo – o Fla venceu por 1 a 0
-, Zé Ricardo, em conjunto com a comissão técnica, optou por priorizar o
descanso aos seus atletas entre segunda e terça-feira em treinos mais leves e
não testou nenhuma formação nesta semana.
O
sistema deve ser o mesmo do Fla-Flu, e a dúvida fica por conta do ponta
direita: Everton (com Trauco na esquerda) ou Gabriel? Confira as duas opções
abaixo e uma terceira menos provável.
Gabriel na ponta direita e Mancu mais
recuado
Se
Gabriel voltar na vaga de Berrío, suspenso, o Flamengo terá o mesmo time que
atuou na maior parte da vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense – Mancuello
substituiu Rômulo aos 17 minutos da etapa inicial. Longe de ter que atuar como
um camisa 10 e bem mais próximo do que fez na Argentina, Mancu foi bem no
Fla-Flu. É menos combativo que Rômulo, porém muito mais ofensivo e com alto
poder de finalização – na final, chegou duas vezes com perigo. O volante
piauiense, aliás, nem é opção, pois não se recuperou da leve entorse no joelho
direito.
Na
semifinal do Carioca, contra o Botafogo (2×1), o Flamengo iniciou no 4-1-4-1
(4-3-3 ou 4-5-1 atacando), com Márcio Araújo à frente dos zagueiros, e Everton,
Rômulo, Arão e Gabriel alinhados. A exemplo do ocorrido no Fla-Flu, o time
jogou muito bem e não deu chances ao adversário.
O
baiano não foi bem ofensivamente na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR,
partida na qual Zé utilizou o mesmo esquema do triunfo sobre o Alvinegro –
Everton não jogou, e Trauco ficou pela esquerda. Gabriel tocou muito para o
lado e para trás, evitando jogadas mais ousadas.

 Gabriel entraria na vaga de Berrío, suspenso – colombiano tem condições de jogo para a última rodada da fase de grupos (Foto: GloboEsporte.com) 
Com Trauco na ponta e Renê na lateral,
Everton pode reeditar entrosamento com Pará
É bom
destacar: no sistema de Zé Ricardo que fez do Flamengo candidato ao título
brasileiro, os pontas trocavam de lado. Mas se o técnico optar por Trauco na
frente, Everton será inevitavelmente ponta-direita e dificilmente se revezará
com o peruano. O gringo foi meia nos dois jogos contra o Atlético-PR, duelos em
que Renê ocupou a lateral esquerda. No Rio, ficou mais centralizado, e Diego,
no sacrifício, virou atacante. Em Curitiba, atuou aberto.

 Everton entende-se muito bem com Pará pela direita (Foto: GloboEsporte.com) 
Curiosamente
Trauco só foi meia ou ponta quando Everton não jogou. No primeiro duelo contra
o Furacão, o 22 ficou fora por conta de pancada na coxa sofrida contra o Vasco.
Já em Curitiba foi ausência em função do pisão que levou no tornozelo esquerdo
do botafoguense Fernandes.
Na
direita e de pé trocado, Everton poderia reviver o entrosamento que tem com
Pará, seu amigo e a quem dá liberdade para ultrapassagens quando atuam pela
mesma faixa de campo. Um gol que exemplifica bem este entendimento é o primeiro
da vitória por 3 a 1, marcado por Diego, sobre a Chapecoense no Brasileiro do
ano passado.
Cuéllar de volta ao time após mais de um
mês?
Por Mancuello
não ser um jogador de marcação, Zé Ricardo ainda teria à disposição a
possibilidade de recolocar Cuéllar na equipe principal, algo que não faz desde
o empate por 1 a 1 contra o Volta Redonda, em 29 de março, quando levou a campo
um time integralmente reserva.
Mancuello
ou Gabriel teriam liberdade para flutuar entre funções que já fizeram no
Flamengo: de armador ou ponta-direita. Tal opção é improvável em função de o
colombiano Cuéllar estar sem ritmo de jogo e pelo fato de a partida pedir um
time mais agressivo.
Cuéllar daria maior poder de marcação ao meio do Flamengo (Foto: GloboEsporte.com)

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