Flamengo está preparado para todos os campeonatos.

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Jogadores em campo no CT do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: Fico feliz que a poucas horas de a bola rolar para o Campeonato
Brasileiro mais e mais gente se assuste, ou ao menos se incomode, com o número
excessivo de jogos do atual calendário do nosso futebol.

É
absurdo que um clube como o Sport de Recide, por exemplo, já tenha feito 32
partidas oficiais em pouco mais de cem dias de atividade, a contar do primeiro
compromisso, em 25 de janeiro, contra o Sampaio Correia, pela Copa do Nordeste.
É quem
mais jogos fez em 2017.
E O
ABSURDO está em pensar que num período que antecede a disputa principal
competição do país um clube já esteja com seu time jogando uma vez a cada três
dias.
E não
só pelo desgaste precoce, o que já seria um tema e tanto para horas e horas de
resenha em bom nível.
Mas
não só isso.
É que
em meio a tantas viagens dentro e fora do país, com no caso de Flamengo,
Botafogo e Fluminense, o time acaba sem tempo para treinos e aprimoramentos do
sistema de jogo.
PASSA
A SER um diferencial e tanto, portanto, ter um elenco quantitativamente farto e
competitivo.
Principalmente
se houver no comando um técnico eficiente, conhecedor do potencial dos
jogadores.
Melhor
ainda, no cenário das hipóteses, se além deste perfil favorável, existir também
ao menos um bom reforço para estrear.
Pronto,
eis a fórmula: elenco numeroso e competitivo, técnico já testado e adaptado, e
um bom reforço a qualificar o trabalho.
OBSERVE
agora a realidade de cada um dos 20 clubes que iniciam a disputa do Brasileiro
no final de semana e perceba o quão preparado está o Flamengo para cumprir
espinhoso cenário: Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e a lamentável
“Primeira Liga”.
O time
de Zé Ricardo compõe com o Palmeiras de Cuca, o Atlético-MG de Roger e o Santos
de Dorival um teórico bloco de frente no pacote de apostas.
Se vão
confirmar, é outra coisa, outra resenha.
ESTRANHO
que se cobre evolução no plano tático, qualidade nos fundamentos e intensidade
no ritmo do jogo, mas não se busque mais racionalidade nas críticas aos times,
cada vez mais afastados dos treinamentos.
Porque
não há, inserido neste contexto, quem possa estar preocupado com o jogo
virtuoso.
O
sistema está programado para um futebol de inteligência artificial.
Como
nos games criados nos computadores e para os computadores…

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