Flamengo tem volume de jogo, mas não converte em gol.

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Everton e Felipe Santana durante Flamengo x Atlético-MG – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: Quase todos os mandantes que estrearam no Brasileiro da Série A com o
favoritismo confirmaram a expectativa.

Exceção
de Flamengo e Corinthians, que empataram seus jogos no sábado.
Se bem
que o revés rubro-negro foi contra o Atlético-MG, que leva a impressão de
brigar na parte de cima da tabela.
Mas o
que doeu mesmo foi confirmar, já na abertura da competição, que o Vasco tem uma
estrada espinhosa a percorrer…
GRÊMIO 2 x 0 BOTAFOGO.
Dos
brasileiros que competem em mais de duas frentes, o Botafogo talvez esteja,
como Atlético-PR e Chapecoense, entre os mais prejudicados.
Elencos
na conta-do-chá, submetidos a forte pressão, geralmente não triunfam.
Jair
Ventura sabe das limitações que ficaram visíveis na derrota em Porto Alegre.
Seu
time foi presa fácil, produziu pouco e só ameaçou o Grêmio quando a derrota era
fato consumado.
Quase
nada a elogiar.
PALMEIRAS 4 x 0 VASCO.
Mílton
Mendes precisará de bons argumentos para tentar convencer de que não há com o
que se preocupar.
Pois
há.
E a
começar pelo planejamento, ainda ruim.
Aliás,
o que faz o executivo Anderson Barros que não consegue uma dupla de zagueiros
segura, eficiente?
E
preocupa também a forma como o próprio Mílton enxerga o plano de jogo.
O
placar da estreia reflete a fragilidade defensiva que minou o time no Estadual.
Ou
seja, nada mudou.
FLUMINENSE 3 x 2 SANTOS.
Abel
Braga conseguiu corrigir os erros dos últimos três jogos e o time fez uma de
suas mais eficientes atuações.
Facilitado
pela pegada frágil do meio de campo santista, o Fluminense encontrou espaços e
encaixou o seu jogo.
Placar
apertado, é verdade, mas muito pelo nível competitivo do time de Dorival Jr.
O
Santos jogou no Pará na quarta, pela Copa do Brasil, e no meio de semana
batalhará em La Paz pela Libertadores.
No
mínimo, inspirador…
FLAMENGO 1 x 1 ATLÉTICO-MG.
Times
bem trabalhados e com sistema de jogo ofensivo, ainda que lhes faltassem um
titulares.
E é
curioso que o Flamengo exiba baixa eficácia ofensiva, apesar do leque de opções
a dispor do técnico.
Tem
volume e intensidade, mas não traduz seu jogo em gol.
E
diante de um oponente como o Galo o preço pode ser alto.
Neste
sentido, o empate foi até aceitável.
Mas
quem se diz candidato, ao título não deve se contentar com pouco.

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