Flamengo vira o chaveiro.

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Foto: Divulgação

BOTECO
DO FLA:
A tão usada expressão “virar a chave” se apequenou e não cabe mais na
temporada #201SETE do Flamengo. É tanta competição que só um chaveiro inteiro
pra dar conta de tantas viradas e mudanças de situação entre uma partida e
outra.

Ainda
comemorando a vitória sobre a Nobreza das Laranjeiras, nem bem tivemos tempo de
respirar um pouco, e já tem mais jogo decisivo pela frente: a repaginada, mais
saudável e atraente Copa do Brasil.
A
época em que a competição ficava debilitada com a não participação dos que
disputavam a Libertadores naquele mesmo ano ficou para trás. Melhorou e
praticamente tornou inviável a conquista por equipes menores como o Santo
André, o Paulista e o Botaf… Epa… O Botafogo ainda não ganhou isso não, né?
Além de fortalecida, agora dura o ano todo e geralmente rouba alguns dos
holofotes do Brasileirão ao fim da temporada, já que os tais pontos corridos
podem até ser justos, mas volta e meia fazem a competição maior do futebol
brasileiro chegar a novembro desprovida de maiores cargas de adrenalina.

começar nas oitavas é muito bom. Deixa pra trás toda aquela fase inicial que
tem até um pouco cara de Carioqueta, com participação de todos os times de
todas as divisões do Planeta Bola. E daí… Sem querer desmerecer ninguém,
dadas as possibilidades, tanto melhor quando você pega no sorteio uma equipe
que não está dentre as potências maiores do futebol tupiniquim.
Todo o
perigo existente é rolar um clima de “já ganhou” no elenco após a conquista de
domingo. Nós do lado de cá, obviamente estamos nessa vibe e temos que estar
assim em qualquer competição, mesmo porque nossa soberba enlouquece a
arcoirizada, que reforça nossos números de audiência jogo sim e o outro também
tentando secar, provar que nós estávamos errados em achar que ia ser fácil.
Sabe-se
lá o time que Zé Ricardo vai mandar pro jogo. E tem todo o direito de dar uma
segurada, já que sábado rola começo de Brasileirão contra adversário direto na
briga pelo título, e na outra quarta decisão de vaga na Liberta lá na terra dos
hermanos. Aí é com ele e com toda a tecnologia de ponta do nosso Centro de
Excelência. Ainda que saibamos que as redes sociais estão aí pra isso mesmo.
Condenar qualquer decisão que venha a ser tomada pela comissão técnica em caso
de tropeço… E enaltecer as mesmas decisões em caso de triunfo.
Tem
que entrar atento. Para o Atlético-GO, lugar comum nesse tipo de confronto nas
Copas, é Final de Mundial, mesmo porque a tarefa deles para o resto do ano é
mais humilde, e a manutenção da equipe na Série A para 2018 deve ser vista com
bons olhos, o que nesse momento inicial ameniza um pouco a pressão, deixando
margem para depositar todas as fichas no tal possível, ainda que improvável,
atalho para a Libertadores.. Falando nisso…
Do
lado de lá… Do lado de lá… Marcelo Cabo também é técnico completando um ano
no cargo por esse período. Levou o time ao título da Série B e falhou no
Estadual, sendo eliminado na semi para o Goiás. A principal estrela do time,
Walter, aquele mesmo que vocês estão pensando, não pode atuar pela Copa do
Brasil. Como o Dragão teve uma folga forçada, fez dois jogos-treino no período,
ganhando ambos por um gol de diferença. Os adversários foram Anápolis e o
Aparecidense, esse último prestes a iniciar a disputa da Série D. Extremamente
provável que o rubro-negro de Goiânia venha para o Rio na intenção de segurar
um empate ou na pior das hipóteses perder por um gol de diferença. É paciência
pra furar a retranca e sem se lançar em desesperos maiores pra não dar chance nos
contra golpes.
PARECE
um jogo bem “ganhável”. Mas não podemos esquecer nossos tropeços na temporada
passada, quando tivemos vida curta na Copa do Brasil e Sul-Americana, sendo
eliminados por Fortaleza (foi isso?) e Palestino.
O
público deve ser bom, com a Nação empolgada pela vitória de domingo. Hora de
galgar o primeiro degrau em mais uma das muitas disputas do ano. Quem sabe até
com boa vitória, pra poder mais uma vez dar aquela mesclada na escalação no
jogo da volta.
PETISCOS
. QUE FEIO. Apesar
da fidalguia do Abel e dos jogadores do fluminenCe, aceitando a derrota e
parabenizando o Flamengo pela conquista, teve torcedor tricolor resumindo de
forma infantil a situação com o tradicional e mimado… “Foi roubado”.
. RODINEI. Decisivo,
cheio de bom humor, e ainda por cima cantor. Um jogador completo. Eh, eh, eh…
. BOLADO. Walter
do Atlético-GO (não joga a Copa do Brasil) não recebeu nada bem as provocações
dos seus ex-companheiros do Goiás. Simularam barriga com a bola, fazendo alusão
ao já folclórico excesso de peso do atacante.

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