Flamengo x Fluminense tem guerra de vozes, confusão e filas.

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Foto: Amanda Kestelman

GLOBO
ESPORTE
: Muito antes de a bola rolar para Flamengo e Fluminense neste domingo,
o Maracanã já respirava o clima da decisão do Campeonato Carioca. As torcidas
chegaram cedo. O clima fora do estádio foi quase tranquilo, mas confusões
espalhadas entre rivais quebraram o clima de paz. Dentro, muita festa, com
maioria rubro-negra, e guerra de vozes para que o clima fosse sentido pelos
jogadores a todo momento.

Bom
seria, porém, que a guerra fosse só das 68.165 vozes dentro do Maracanã. O
problema é que a voz, muitas vezes, foi utilizada para oprimir adversários. Em
vários momentos, flamenguistas e tricolores, que se cruzavam nos arredores do
estádio, trocaram ameaças. Nem famílias em carros escapavam.
Também
teve agressão. Em uma delas, um homem, que se dizia tricolor, mas não quis
mostrar o rosto nem dizer o nome para a reportagem, foi perseguido e apanhou de
torcedores do Fluminense. Depois do fim da confusão, o rapaz voltou e,
ameaçado, teve de ser retirado “escoltado” por um policial com arma em punho.
Pouco
antes, uma outra confusão entre torcedores, mas com flamenguistas envolvidos
também. Adversários trocaram provocações, aumentaram o tom e tiveram de ser
contidos pela cavalaria, que dispersou o tumulto rapidamente.
Até
pouco antes de a bola rolar e com certeza nos minutos iniciais, muitas filas
enormes para troca de ingressos, principalmente para os rubro-negros.
Torcedores perderam o início da decisão no Maracanã por causa do movimento nas
bilheterias.
Dentro
do estádio, aí, sim, só guerra de vozes. Quando o Fluminense fez o gol nos
minutos iniciais, por exemplo, o que mais se ouviu logo depois da comemoração
tricolor foram os gritos de incentivos rubro-negros. Ninguém queria deixar de
apoiar os jogadores em campo ou admitir que a torcida do rival cantava mais.
Apesar
do equilíbrio durante quase toda a decisão, o gol de Guerrero perto do fim
calou os tricolores. A partir de então, só deu para ouvir os rubro-negros no
Maracanã: muita festa, luzes com celulares e gritos de “é campeão” até não
aguentarem mais.

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