Jornalista minimiza eliminação do Flamengo e detona Corinthians.

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Foto: Screenshot / ESPN

ESPN: Paulo
Cobos

É
verdade que o Flamengo tem muito mais dinheiro do que os adversários e um
elenco bem mais estrelado. Mas também é verdade que o time estava no
“grupo da morte” na Libertadores. E que o rival no jogo decisivo,
fora de casa, era um grande da Argentina, que está na mesma prateleira que o
futebol brasileiro.
Mas
para a maioria de torcedores, incluindo os próprios flamenguistas, e crítica a
queda na primeira fase da Libertadores foi um “vexame”. Não importa
que do outro lado estava o San Lorenzo, campeão do torneio há três anos e que
briga pela liderança do Campeonato Argentino (está três pontos atrás do líder
Boca Juniors).
O caso
flamenguista não é isolado. Eliminações, algumas realmente inexplicáveis, e
outras absolutamente normais, são taxadas de “vexame” e criam uma
indignação que outros fatos do futebol bem mais enrolados são tratados como se
fossem algo absolutamente normal.
É só
cruzar a via Dutra e chegar no segundo clube mais popular do país. Nos últimos
dias, o repórter Diego Garcia mostrou a série de ações que o Corinthians vem
sofrendo na Justiça por falta de pagamentos. Primeiro foram calotes na compra
de jogadores. O último foi por não cumprir o combinado de uma compra de apenas
R$ 17 mil em uma loja de material de construção, onde adquiriu, entre outros
itens, telhas.
E, ao
contrário de pais de família que perdem o emprego, o Corinthians não paga
dívidas de milhões e tostões por causa da crise que o país sofre. O clube há
poucas semanas anunciou que nunca faturou tanto como em 2016 (foram R$ 485
milhões). E que teve até superávit de R$ 31 milhões.
E
mesmo não pagando os credores continua contratando, ao contrário das pessoas
que não acertam suas contas e ficam sem crédito. E quem vende para o
Corinthians, como a Ponte Preta fez nesta semana com Clayson, parece não se
importar com a má fama de pagador corintiana.
Como o
Flamengo não é o único com “vexames” dentro de campo, o Corinthians
não é o único clube grande que não paga o que deve. O próprio time carioca
sabia bem o que é isso antes da administração atual, boa em arrumar suas
finanças, mas que pena para ganhar títulos.
Mas
basta ganhar uma taça que (quase) ninguém lembra que seu clube não paga o que
deve.

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