Luxemburgo anuncia aposentadoria como técnico de futebol.

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Vanderlei Luxemburgo, ex-técnico do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

COSME
RIMOLI
: Técnico pentacampeão brasileiro, Vanderlei Luxemburgo está aposentado.
Ele revelou a esta coluna que não deseja mais trabalhar no Brasil e que só
aceitaria voltar ao futebol se recebesse proposta de algum clube do exterior.
Nos últimos tempos, ele tem feito o que jamais pôde fazer em sua vida: ficar ao
lado da mulher, Jô, das filhas, Vanessa, Vanuza e Valeska, e dos netos.

DECEPÇÃO
Luxemburgo
se diz decepcionado com o que está vendo no futebol brasileiro atualmente.
Lembra que foi execrado, que muitos lançaram sobre ele suspeitas de que levava
grana em transação envolvendo jogadores, mas que nada jamais foi provado contra
ele.

Inclusive,
lembrou que encarou uma CPI, de peito aberto, e provou ser inocente em todas as
acusações. Mas, desde aquele episódio, ele ficou magoado. Mesmo assim, ganhou
dois Brasileiros – em 2003, com o Cruzeiro, e 2004, com o Santos.
GENTE
DESONESTA
Luxemburgo
diz que lamenta se retirar, mas que homens como ele e os saudosos Telê Santana,
Carlos Alberto Silva e Osvaldo Brandão não aceitariam fazer negociatas com
empresários e diretores de futebol, como está acontecendo hoje.

muito diretor de futebol rico, que contrata o técnico por pedido do empresário
e é obrigado a contratar também jogadores que pertencem ao tal empresário: “Fui
acusado muitas vezes e nunca provaram nada. Hoje, a coisa tá assim. Quem quiser
investigar vai pegar os diretores de futebol desonestos. Eu, Telê, Carlos
Alberto, Osvaldo Brandão, sempre tivemos uma carreira reta e vencedora. Jamais
aceitamos pressão de dirigente ou empresário. Conosco, jogava quem tinha bola.”

REALIZADO
Luxemburgo
diz que está realizado no futebol, que lhe deu tudo o que tem na vida, e que
ficou muito feliz pelo reconhecimento do Tinjan, time que treinou por oito
meses na China, e que subiu recentemente. Ele e a mulher Jô foram convidados
pelo presidente do clube chinês para conhecer as novas instalações que o técnico
ajudou a planejar, em reconhecimento ao trabalho que fez.
Mesmo
tendo sido demitido, os chineses entenderam a contribuição fundamental dele
para o projeto da equipe. Luxemburgo tem a decepção de não ter podido dirigir o
Brasil em uma Copa do Mundo. Sabe que a de 2002 era a sua Copa, mas foi tirado
do cargo nas Eliminatórias por problemas políticos.
De
qualquer forma, ele diz a este colunista que é um homem feliz por tudo o que
conquistou e pela família que tem. Confesso que fiquei triste, mas entendo sua
posição. Luxemburgo, ao lado de Telê e Carlos Alberto Silva, foram os maiores e
melhores técnicos com os quais já trabalhei, e aprendi muito.
Coluna
de Jaeci Carvalho, jornalista do Estado de Minas.
Publicada
ontem, dia 13 de maio.
O
título, “Luxemburgo fora de combate.”
Vanderlei
Luxemburgo bateu o martelo e não quer saber tão cedo de futebol. Vai se filiar
ao PTB e, neste momento, está entre se candidatar a senador pelo partido em
Tocantins, onde tem patrimônio, ou por São Paulo, onde avalia que tem mais
eleitores.
Nota
na coluna de Lauro Jardim.
Escrita
por Guilherme Amado, no dia 14 de janeiro de 2017.
O
título: ‘Luxemburgo 2018’.
Jaeci
Carvalho é um jornalista que há décadas trabalha com futebol. Escreve no
principal jornal de Minas Gerais. Tem proximidade com Vanderlei Luxemburgo.
Lauro Jardim é um dos mais bem informados colunistas políticos do país.
Jaeci
e Jardim escolheram o polêmico personagem para noticiar fatos importantes.
O
desejo de ser candidato ao Senado e sua aposentadoria do futebol.
Não
houve nem em janeiro e nem agora, em maio, maior repercussão.
Os
principais veículos de comunicação já perderam o interesse em Vanderlei
Luxemburgo há muito tempo. Ele já está fora do cenário há muito tempo. Sua
última passagem por um clube brasileiro foi deprimente. Ficou de junho a agosto
de 2015 no Cruzeiro. Dois meses, e 19 partidas bastaram. Os dirigentes
perceberam o quanto estava ultrapassado. Conseguiu seis vitórias, três empates
e dez derrotas. Dez! Teve aproveitamento de 36,8%. Com medo de rebaixamento, o
Cruzeiro o demitiu sem dó.
Mais
constrangedora foi sua passagem pela Segunda Divisão do futebol chinês.
Contratou uma Comissão Técnica gigantesca, além de Luís Fabiano, Jadson e
Geuvânio. Tinha a missão de levar o Tianjin Quanjian. Durou exatamente 12
jogos. Com quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Com 50% de
aproveitamento e oitava colocação, longe dos times que subiriam, foi demitido
com alívio. Sem ele, a equipe conseguiu chegar à divisão principal chinesa.
Desde
5 de junho de 2016, ele encara a realidade.
Não
foi ele que se aposentou.
Os
grandes clubes brasileiros já o aposentaram há muito tempo.
Sua decisão
de trabalhar como manager, querer coordenar venda e compra de jogadores; fazer
com que auxiliares comandem treinamentos fundamentais, enquanto ele só observa;
suas inúmeras participações em torneios de pôquer; os caríssimos ‘projetos’ de
conquista de Libertadores e Mundiais, que nunca deram em nada, e apenas fizeram
clubes importantes gastarem dinheiro, iludir e decepcionar suas torcidas.
Não
chegou sequer à disputa de uma final.
Nos
seus 37 anos de carreira.
Vale a
lembrança dos frustrantes projetos.
1991 –
Flamengo – eliminado nas quartas-de-final pelo Boca Juniors
1994 –
Palmeiras – eliminado nas oitavas-de-final pelo São Paulo
2004 –
Cruzeiro – eliminado nas oitavas-de-final pelo Deportivo Cali (saiu no meio da
campanha) e Santos – assumiu nas oitavas-de-final e foi eliminado nas
quartas-de-final pelo Once Caldas.
2007 –
Santos – eliminado nas semifinais pelo Grêmio
2009 –
Palmeiras – eliminado nas quartas-de-final pelo Nacional
2012 –
Flamengo – saiu no decorrer da campanha do Flamengo. O clube foi eliminado na
primeira fase num grupo com Lanús, Emelec e Olimpia
2013 –
Grêmio – eliminado nas oitavas-de-final pelo Independiente Santa Fé.
O
pentacampeão brasileiro, como destaca Jaeci, venceu seu último brasileiro em
2004.
Há 13
anos.
Foi o
último título relevante que ganhou.
Luxemburgo
fez questão de cultivar amigos na imprensa. Galvão Bueno e Benjamin Back são os
principais. Eles os levaram para longas entrevistas no Sportv e na Fox Sports.
Nos dois canais, Vanderlei deixou claro que parou no tempo. Seus inúmeros
assessores não cumpriram suas funções. Pelo contrário. O fizeram acreditar que
não precisava evoluir. O que sabia seria mais do que suficiente para ser o
melhor entre os melhores.
Ele
acreditou.
O
tempo passou.
Líderes
do PTB do Tocantins acreditam que o lugar de Luxemburgo neste país está
definido. É na política. Em 2013, o próprio Luxemburgo, dirigindo o Fluminense,
como técnico tampão (ficou só 26 jogos) já percebia o cenário ruim. A enorme
rejeição ao seu nome, aos seus métodos.
E
antecipava o que faria.
“Tenho
mais uns aninhos, depois quero parar. Não vou continuar no futebol, não.
Continuar morando no Rio, sim, sou carioca. Mas vamos ver. Tenho negócios no
Tocantins também. Pretendo seguir carreira política. Não sei se no Rio ou no
Tocantins. Sou filiado ao PT.”
Esse é
Vanderlei Luxemburgo.
O
homem que um dia já foi o melhor treinador do país.
Foi
técnico do Real Madrid.
E, aos
65 anos, garante que se aposenta do futebol.
Na
verdade, foi aposentado há muito tempo.
O ego,
a arrogância, a prepotência sabotaram qualquer legado.
Os
projetos acabaram.
Pelo
menos, no futebol.
Brasília
que se cuide…

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