Marcio Araújo ressurge pela terceira vez no Flamengo.

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 Foto: RICARDO MORAES / REUTERS

EXTRA
GLOBO
: Ao lado do esperado protagonismo de Guerrero, Marcio Araújo segue pela
sombra e se consolida novamente no Flamengo. Não ser unanimidade entre a
torcida não é novidade para um jogador que já chegou ao clube como segunda
opção, em 2014, mas sempre ressurgiu das cinzas. O fato de ter marcado o gol do
último título do clube, no Estadual daquele ano, jamais conferiu imunidade ao
volante de 32 anos. Mas os aplausos no Maracanã após atuação de destaque contra
a Universidad Católica, pela Libertadores, que terminaram com torcedores lançando
o camisa oito para o alto na saída do estádio, retratam a nova virada de
página, mas ele não se deixa levar pela euforia e desarma até os elogios depois
de acertar 42 passes em campo.


Quando a gente vai mal as críticas são pesadas e injustas. Agora não adianta
focar em um jogador. Tem que focar a vitória, o grupo, o projeto. Não pode
minimizar. Ontem eu era o pior do mundo e não sabia dar um passe. Claro que é
bom ser reconhecido, mas vale mais o time – avisou.
Depois
de conquistar o título da Copa do Brasil em 2013, o Flamengo foi atrás de um
jogador capaz de se encaixar em um meio-campo que perdia Elias. Luiz Antonio
era uma incógnita, e a contratação de Feijão junto ao Bahia se revelou
desastrosa. O desejo do clube era em Denilson, então no São Paulo, mas o alto
custo pesou. Marcio Araújo surgiu como opção mais barata e segura. Com
passagens por Palmeiras e Atlético-MG, veio preencher uma lacuna emergencial, e
foi ficando.
Após o
primeiro ano de Marcio, o Flamengo gastou dinheiro para trazer o volante Jonas,
que nunca se firmou. Na temporada seguinte, Cuéllar apareceu como solução
definitiva, mas acabou deslocado para jogar mais adiantado e não vingou. Desta
vez, Rômulo parecia a última tentativa de destronar Marcio Araújo, que renovou
o contrato ano passado, mas começou 2017 na reserva. O tempo passou, e na hora
do vamos ver, Marcio reapareceu para resguardar uma defesa lenta. São 18 jogos
até agora no ano. Dez completos desde que voltou á equipe titular contra a
Catolica, no Chile, e 14 no total. Em quatro, integrou a equipe mistas no
Estadual e jogos em que os titulares foram poupados na Primeira Liga. Titular?
Ele não se engana.

Sempre fui pés no chão. Desde quando saí de São Luís. Acho que por isso estou
aqui até hoje, por saber viver cada momento, não me iludir com o que acontece
externamente – ensina.

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