Mauro pede mais Palmeiras ao time do Flamengo: “É preciso gana”

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Felipe Melo vibrando com jogadores o gol do Palmeiras – Foto: Divulgação

MAURO
CEZAR PEREIRA
: O Palmeiras perdia por 2 a 0. Não finalizou uma
vez sequer no primeiro tempo. Saiu de campo com uma virada histórica na cancha
do Peñarol, 3 a 2.

Já o
Botafogo, com 10 homens, virou pra cima do Sport, venceu por 2 a 1. E com o goleiro
defendendo um pênalti, algo difícil de imaginar pelo lado do Flamengo
ultimamente.
Rubro-negros
do Rio de Janeiro que dominavam o jogo. Levaram o primeiro gol em (nova) falha
de seu arqueiro. Voltaram a controlar na maior parte do segundo tempo, finalizaram
mais, e perderam: Atlético 2 a 1.
Os
botafoguenses deixaram as quatro linhas exultantes. Pela virada inusitada
jogando em desvantagem e vendo o adversário chegar muito perto do segundo gol.
Uma reação enorme num cenário em que empatar já seria bom negócio.
Para
sair de campo e chegar ao vestiário, os palmeirenses tiveram de encarar a fúria
dos carboneros. Na porrada! E Felipe Melo, ameaçado, não deu tapa, mas soco
mesmo numa cara uruguaia. Que opção tinha, apanhar?
Isso
tudo enquanto flamenguistas deixavam o campo normalmente. E novamente
derrotados ao saírem do Rio em peleja da Libertadores. Nas entrevistas,
conformismo e frases feitas, clichês.
Fernando
Prass enfrentava a covardia de adversários, que o cercaram para agredi-lo.
Enquanto isso, Muralha, de banho tomado, discursava conformadamente sobre a
vitória do Atlético Paranaense. Colocou em dúvida até sua clamorosa falha no
primeiro gol.
No Rio
de Janeiro, Guilherme fazia os gols decisivos do Botafogo. Em Curitiba, Gabriel
‘matava’ ótimo contra-ataque criado pelo toque de calcanhar de Guerrero e, de
maneira constrangedora, perdia oportunidade clara na pequena área.
Em
Montevideu, Willian Bigode saía do banco para virar o placar. No Paraná,
Leandro Damião deixou a companhia dos suplentes para desperdiçar ótimas
chances. Ao lado dele, sempre Gabriel, que inexplicavelmente ficou em campo os
90 minutos.
O
Palmeiras e o Botafogo perderam mais jogos do que o Flamengo em 2017. Mas
quando o time da Gávea tem um revés, estranhamente parece mais acostumado com a
derrota.
Não,
estrutura e organização dentro e fora das quatro linhas não bastam para formar
um grande time. É preciso gana, obsessão por vitórias, fome de gols, ser
implacável com os rivais, além de detestar a derrota. Características que,
hoje, nem todos os brasileiros da Copa Libertadores têm.

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