O CAP mereceu e o Flamengo também.

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Foto: Divulgação

PC
VASCONCELLOS
: No momento mais agudo de uma competição, o ideal é que uma equipe
não traia as suas características. Foi o que fez o Flamengo na partida de ontem
contra o San Lorenzo. O inesperado gol de Rodinei – único chute do time ao gol
defendido por Navarro – deu a impressão de que o caminho para a classificação
seria sem sobressaltos. Mas o Flamengo que o torcedor se acostumou a ver e pode
ser considerado um dos times mais bem organizados do futebol brasileiro decidiu
negar suas características. Sabe-se lá por quais motivos,  a equipe abriu mão do seu jeito de atuar. Convidou
o San Lorenzo para jogar em seu campo. Não quis saber de posse de bola e
consequentemente de trabalha-la. A ofereceu para o adversário e viu o San
Lorenzo empatar com Bergessio e virar com Belluschi. Sai precocemente da
Libertadores e deixa um rastro de decepção entre o que poderia ter feito e o
que fez. Lança no ar também uma pergunta: porque trair suas características.

Em
contrapartida, o Atlético Paranaense foi incansável e determinado na busca por
um resultado que os 90 minutos insinuavam ser impossível alcançar. Viu a
Catolica sair na frente, empatou e virou. Recebeu a pancada do empate e foi
buscar a vitória em gol marcado por Carlos Alberto, uma das contratações para a
temporada e que ainda estava em débito.
Ficou
claro que o Flamengo no momento decisivo adotou uma estratégia que não é
compatível com a característica do time. Ficou claro que o CAP no momento
decisivo entendeu que era preciso jogar no lixo a idéia de que só atua bem na
Arena da Baixada. Um e outro voltam para suas casas com ensinamentos. Os do CAP
para todos sorrirem e os do Flamengo para lamentar.
Não
vi, mas o resultado da Chapecoense (2 a 1 no Lanus fora de casa) informa que
esse time não pode ser desprezada em momento algum.

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