PVC destaca importância de título para projeto do Flamengo.

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Eduardo Bandeira de Mello, Presidente do Flamengo, segurando troféu de campeão – Foto: Gilvan de Souza

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DO PVC
: Há quinze anos, dizemos que o estadual não vale nada. Não pode mais ser
assim. Não dá mais para repetir este discurso num país que produz o maior
público do ano na decisão do Campeonato Carioca e lota estádios ou os esvazia
igualmente em competições nacionais, internacionais ou estaduais. O que vale
não é o estadual. É o  eu time. Vale o
Flamengo, o Corinthians, o Atlético, o Vitória, o Coritiba… Cada clube tem seu
momento, cada título tem sua importância.

CORINTHIANS CAMPEÃO PAULISTA
O
vigésimo-oitavo troféu estadual do Corinthians é o primeiro de Carille e também
depois de Tite. Não apenas da saída de Tite para a seleção brasileira, mas
depois das passagens de Tite de 2010 a 2013, de 2015 a 2016. Porque depois do
Brasileirão 2011 e do Mundial 2012, o Corinthians não teve sucesso com Mano
Menezes em 2014, fracassou com Oswaldo de Oliveira e Cristóvão Borges em 2016.
O troféu de Carille sedimenta um estilo de jogo. Não é pouco. O Corinthians
campeão com o 1 x 1 contra a Ponte Preta é assim desde 2009. Seguro e fatal.
Não é pouco num país em que raras equipes têm um estilo de jogo próprio.
FLAMENGO CAMPEÃO CARIOCA
O
Flamengo precisava de um título para confirmar o bom projeto de recuperação
econômica. Guerrero precisava de um gol para convencer a torcida rubro-negra de
que faz gols quando o jogo está difícil. Gols que valem pontos, como o do
empate por 1 x 1, antes do gol da vitória, marcado por Rodinei. O troféu também
confirma o bom trabalho de Zé Ricardo. Até três semanas atrás, diziam que não
sabia substituir. Pois colocou Rodinei e Gabriel e virou a partida com jogadas
dos substitutos. O Flamengo entrará no Brasileirão para tentar seu sétimo
título.
ATLÉTICO CAMPEÃO MINEIRO
Roger
Machado achou o jeito de jogar na reta de chegada. Montou o time com duas
linhas de quatro. Escalou Adílson como volante e deslocou Elias para o lado
direito do meio-de-campo. Com marcação forte e pouco espaço entre as duas
linhas defensivas, recuperava a bola e era rápido na definição.  Assim foi o gol de Robinho, passe de Fred,
bola recuperada na saída de bola do Cruzeiro. Cazares foi fundamental. Entrou e
quase fez 1 x 0 em sua primeira jogada. Depois, deu o passe para o gol de
Elias, o que valeu o título mineiro.
NOVO HAMBURGO CAMPEÃO GAÚCHO
Beto
Campos é um técnico experiente, de passagens por clubes do Rio Grande do Sul,
como o Caxias. Montou um time seguro, mas que ataca. Foi campeão com o maior
número de pontos e de gols. Brilhante. Na decisão, sofreu o empate e poderia
ver seu time sucumbir. A experiência de jogadores como Júlio Santos, Preto,
Mateus e João Paulo ajudaram a definir nos pênaltis, em que o travessão foi
protagonista.
VITÓRIA CAMPEÃO BAIANO
Wesley
Carvalho é a consagração do técnico interino. Assumiu uma semana depois da
saída de Argel Fucks, após a briga do Ba-Vi semifinal da Copa Nordeste. Empatou
duas vezes e foi campeão. Fala-se de Carlos Amadeu para ser o treinador
efetivo, outro que passou pela base do Vitoria. Impossível cravar ainda. O
Vitória contratou bem, montou um time experiente, não sofreu sem Kieza e tem
base para fazer boa campanha no Campeonato Brasileiro.
CORITIBA CAMPEÃO PARANAENSE
Paulo
César Carpegiani deixou o clube no decorrer da campanha, Pachequinho assumiu o
time descobriu atuações incríveis. Alan Santos é um monstro, Galdezani um
jogador diferente, Anderson voltou a jogar bem, Kléber tornou-se artilheiro. O
Coritiba conquistou com empate em casa seu 38o título paranaense, quinze a mais
do que o Atlético Paranaense, segundo colocado na tabela dos campeões.
Importante também porque o Coritiba não vencia um campeonato desde 2013.

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