Renato Gaúcho comenta Flamengo x Fluminense.

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Foto: Marcia Foletto

MARLUCI
MARTINS
: Nem a tensão por estar em uma disputa de Libertadores, à frente do
Grêmio, faz o técnico Renato Gaúcho esquecer o passado. Herói do título carioca
de 1995, o ex-jogador, dono do famoso gol de barriga, revive a glória no embalo
do Fla-Flu decisivo.

O que mudou no futebol desde o gol de
barriga até hoje? São 22 anos…
Ninguém
mais faz gol de barriga (risos)… Além disso, a gente jogava com três, quatro,
cinco meses de salário atrasado, e todo mundo achava normal.
Qual é a importância desse gol para você?
Está
entre os gols da minha vida. Tão marcante, que vencemos por 3 a 2, e eu marquei
dois, mas ninguém nem se lembra do outro.
Léo Feldman errou em anotar na súmula que
o gol foi do Aílton?
Uma
vez cruzei com ele e falei; “Você não tem televisão em casa? Tudo bem que
errou, mas tinha 24 horas para mudar a súmula. Por que não corrigiu?”
Assistiu ao Fla-Flu do último domingo?
Aquele
não foi o Fluminense de outros jogos. E foi o Fla-Flu que menos me emocionou. E
olha que é difícil um Fla-Flu não emocionar…
Vai torcer por qual dos dois?
Tenho
história nos dois clubes. Vou torcer por um bom jogo.
Quem vai levar?
O
Flamengo tem uma boa vantagem, mas pode sentir o peso do jogo da Libertadores.
Tudo pode acontecer.
Você, nas peladas, ainda faz gol de
barriga?
Gol de
barriga, não. Gol de abdômen, né? Estou fininho… Viu como matei a bola
(contra o Guaraní, na lateral do campo, no dia 27)? Valeu o ingresso.

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