Rodinei, Márcio Araújo e Vaz ressurgem em título do Flamengo.

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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

GLOBO
ESPORTE
: O protagonismo da final foi, de fato, do artilheiro Guerrero. Mas
conquistas normalmente permitem o surgimento dos destaques improváveis e
redenções. O título carioca do Flamengo em 2017 não foi diferente e provou
isso. Nas duas partidas decisivas diante do Fluminense, foram premiados e
enaltecidos três nomes em particular que há pouco tempo eram questionados ou
perderam suas vagas. Nada como um dia após o outro.

O que falar de Rodinei?
O
camisa 2 classificou a última semana como a melhor de sua vida. Não poderia ser
diferente. Além do gol que abriu caminho para a vitória da última quarta-feira,
pela Libertadores, foi dele o segundo do Flamengo na decisão. O gol que
sacramentou o título.
Até
julho do ano passado, Rodinei vinha como titular. Chegou ao clube no começo de
2016 e assumiu a lateral direita. Uma lesão, no entanto, mudou o cenário. Pará
voltaria à vaga e não sairia mais após se tornar uma das peças mas consistentes
do grupo do técnico Zé Ricardo.
A
reviravolta de Rodinei, no entanto, veio fora da posição de origem. Assim como
quarta-feira – e também na estreia do Carioca, contra o Boavista – entrou
improvisado como um ponta. As últimas atuações mostraram que a variação
permitirá mais participações do jogador na temporada rubro-negra.
– Como
dizem os narradores, sou herói improvável (risos). É a semana mais feliz da
minha vida. Não imaginava que podia entrar de novo e fazer gol (…) Agora é
continuar trabalhando, esperando as oportunidades aparecerem – disse o camisa
2.
Márcio Araújo: inabalável
O ano
de 2016 terminou com Márcio Araújo questionado, mas de contrato renovado. O ano
de 2017 começou com o camisa 8 fora do time titular. Contratado no início da
temporada, Rômulo entrou na formação de Zé Ricardo.
Márcio
passou a ser utilizado em algumas partidas com times mistos e alternativos no
estadual. Ele ganhou oportunidade com a mudança de esquema na Libertadores, no
jogo diante da Universidad Católica, no Chile. Com as lesões de Rômulo e depois
Diego, voltou ao time e não saiu mais. Nas finais, teve atuação segura e o nome
gritado pela torcida após a conquista.
– A
gente fez um campeonato brilhante. Por merecimento, as duas equipes chegaram na
final. A gente fez por merecer, mesmo saindo atrás. Nosso torcedor não tem
comparação, apoio incondicional. Claro que existe a cobrança quando as coisas
não dão certo. Que bom que temos conseguido esse apoio. Para dar a volta por
cima e dar o retorno que eles merecem – disse Márcio.
Rafael Vaz: barrado… Por dois jogos
Há um
mês, o zagueiro Rafael Vaz perdia a vaga de titular. Contestado por erros em
março, deu lugar ao argentino Donatti a partir da semifinal da Taça Rio, contra
o Vasco. No entanto, o período no banco durou pouco. Foram apenas dois jogos.
Donatti
começou a sentir desconforto antes da semifinal do Campeonato Carioca, contra o
Botafogo, e não atuou na partida. Uma lesão na panturrilha foi detectada. Desde
então, o zagueiro segue fora realizando tratamento. Coube ao antigo dono da
vaga voltar no momento decisivo. E teve talvez as suas atuações mais seguras
desta temporada.
-O Zé
sempre falou que tinha um grupo grande e ia usar todo mundo. O jogador tem que
ter paciência. Acho que nós tivemos. Perdemos em algum momento nosso espaço,
mas conseguimos dar a volta por cima. O importante é o Flamengo estar bem,
conquistando títulos. Mas lógico que fico feliz de poder atuar – disse Vaz.

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