Rodinei queria abraçar torcida do Flamengo, mas atletas impediram.

12
Foto: amanda kestelman

GLOBO
ESPORTE
: Sorriu, escorregou, correu para um lado e foi para o outro. A explosão
de Rodinei no primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Universidad Católica
foi um dos pontos altos na noite de quarta-feira no Maracanã. Ele queria um
abraço da galera, mas foi contido por companheiros.


Brinquei com Juan antes do jogo e falei: ”Hombre, se eu entrar nesse jogo e
fizer um gol, vou subir na grade e abraçar torcedor”. Na hora que fui correndo
para fazer as loucuras, os caras me puxaram, puxaram o cabelo. Aquela emoção.
Certeza que os companheiros ficaram felizes, e eu estou sem acreditar até
agora. Toda hora entro no celular, fico vendo o gol. Não é normal fazer gol em
Libertadores, com canhota e em uma posição que não é minha.
Ponta-direita
contra os chilenos, Rodinei não tratou a função como novidade. Na estreia
rubro-negra no Carioca, nos 4 a 1 sobre o Boavista, atuou assim, por exemplo.
– Zé
me colocou nessa função em dois jogos no Carioca. No jogo contra o Atlético-PR
me falou para treinar firme que poderia ser usado, com Berrío suspenso. Antes
do jogo, Mozer me falou para ficar concentrado que podia entrar. Fiquei
surpreso. Mas, graças a Deus, deu resultado e fui presenteado com o gol.
Embora
o Flamengo priorize a conquista da Libertadores em 2017 e tenha compromisso
marcado para o próximo dia 17, contra o San Lorenzo, em Buenos Aires, Rodinei
sabe da importância de ser campeão. Por isso, reputa a decisão contra o
Fluminense, marcada para domingo, como a partida mais relevante desse início de
temporada.
– Hoje
já estamos trabalhando e ralando. Domingo é o jogo mais importante do nosso
primeiro semestre.

COMENTÁRIOS: