“Se jogarem Flamengo e Brasil, torço pelo Mengão”, diz Nobre.

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Foto: Divulgação

LANCE:
Quando o assunto é Flamengo, não tem jeito. Dudu Nobre está sempre presente.
Seja para ir ao Maracanã, para ver um jogo pela TV, para ser mestre de
cerimônia na apresentação de algum jogador, para animar o elenco na
concentração ou em pré-temporada ou simplesmente para fazer aquilo que é o
ganha-pão dele: cantar. O sambista é um autêntico torcedor TIM 4G, daqueles que
sempre estão presentes e disponíveis quando o assunto é o Mengão.

A
paixão começou na infância. E foi rapidamente correspondida. Afinal, o Flamengo
não jogava, desfilava no começo dos anos 80. Entre 1980 e 1987, foram quatro
títulos brasileiros, além da Libertadores e do Mundial, ambos em 81. Nascido em
1973, Dudu era criança, mas levado ao Maracanã pelo padrinho Wilson das Neves,
percussionista de Chico Buarque, viu que a paixão viraria amor. Como diz o
próprio sambista numa de suas composições mais famosas, “não faz assim que eu
posso até me apaixonar”…
– Sou
apaixonado pelo Flamengo. Se jogarem Flamengo e Brasil, vou torcer pelo Mengão.
Em São Paulo, sou Flamengo, no mundo inteiro sou Flamengo. Mensurar o amor que
sinto pelo clube é difícil – afirma Dudu.
“Ô,
sorte!”, parafraseando o padrinho Wilson das Neves, o cantor cresceu tendo o
Maraca como segunda casa. Lá, viu as conquistas da geração de Zico, viu o
próprio Galinho se despedir, rumo à Udinese, e depois voltar. Chorou. Nas
conquistas e nas derrotas. Viveu momentos inesquecíveis. Teve ídolos e muitas
histórias para contar. Mais crescido, o Rio de Janeiro ficou pequeno. Tinha de
acompanhar o Flamengo onde ele estivesse. E a forma mais simples foi entrar
para uma torcida organizada, o que o faz lembrar de uma “loucura” pelo
Rubro-Negro.
– Em
91, fui para a Argentina sem dinheiro no bolso. Era da Torcida Jovem e fiquei
uma semana atrás do Flamengo por lá. Foi complicado. Tivemos de dormir em
comunidades carentes lá, fizemos roda de samba na Praça de Mayo para arrumar um
qualquer. O ex-presidente do clube Gilberto Cardoso Filho é que nos fortaleceu.
Ao menos, tive o prazer de ver o Flamengo jogar na Bombonera – relembra o
cantor em referência à derrota de 3 a 0 do time para o Boca Juniors, pela
Libertadores daquele ano.
Naquela
época do samba em Buenos Aires, Dudu já sabia que era aquilo que queria fazer
da vida. Afinal de contas, desde sempre, cresceu cercado de bambas, graças à
mãe, que organizava rodas pelo Rio de Janeiro. Com cinco anos, já tocava
cavaquinho; com sete, começou a escrever letras de samba; com dez, ganhou o
primeiro concurso de samba-enredo; com 16, já tocava com Almir Guineto; com 19,
entrou na banda de Zeca Pagodinho; com 25, gravou o primeiro CD. Os ídolos
estavam por toda a parte. No futebol, um lugar especial para a maior geração do
Flamengo.
– O
Zico é hors concours. Gostava muito do Nunes e daquela geração de década de 80,
que era um celeiro de craques. Dos mais recentes, admiro o Adriano, que é meu
irmãozão, e o Ronaldinho Gaúcho, que tinha o espírito do Flamengo, do carioca.
A
atual fase do Flamengo também anima Dudu, sobretudo após o título carioca
conquistado diante do Fluminense. A ponto de ele acreditar fielmente na
conquista da Libertadores deste ano e no surgimento de um novo grande time
rubro-negro.

Estou bem confiante no trabalho que está sendo feito. Esta gestão está sendo
muito feliz, formando um time que se identifica com a torcida. Neste ano, temos
elenco para conquistar a Libertadores. Gosto muito do Diego, que é diferenciado
e tem sido o nosso maestro, o camisa 10 que o Flamengo precisa.

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