Só o Flamengo salva a noite.

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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

JUCA
KFOURI
: O Palmeiras começou a jogar com inteligência na altitude de quase 2.600
metros de Cochabamba, porque o segundo tempo é sempre um problema físico.

Não
forçava e deixava o Jorge Wilstermann jogar, mas sob controle.
Só que
tomou um gol fruto de uma cobrança de falta inexistente e, em seguida, tomou
outro, aí um pecado de Guerra que foi desarmado no meio de campo por Machado
sem que ninguém o incomodasse até chegar na intermediária e chutar,
aproveitando o ar rarefeito que permitiu um golaço, no ângulo.
A coisa
teria ficado muito feia se Guerra não se redimisse no minuto derradeiro do
primeiro tempo para diminuir o placar ao pegar um rebote da zaga boliviana: 2 a
1.
Guerra,
por sinal, quase fizera um gol de antes do meio de campo quando estava 0 a 0.
Dava
para virar no segundo tempo quando o desgaste apareceria sem dó?
Para o
Atlético Paranaense não dera, depois de ser dominado no primeiro tempo e de ter
tomado 1 a 0 do San Lorenzo.
Não só
a virada não veio na Arena da Baixada, com 25 mil torcedores, como ainda o time
argentino fez o 3 a 0, com uma vitória que lhe manteve na briga e dificultou a
classificação paranaense, mesmo resultado obtido pelo Coritiba no mesmo palco,
domingo passado.
No
Maracanã, com 61 mil torcedores, Flamengo e Universidade Católica não saíam do
zero depois de um primeiro tempo em que o Flamengo criou ao menos três chances
claras de gol e o time chileno uma, claríssima.
Aos 5
minutos do segundo tempo, enfim, Rodinei pegou o rebote de uma falta cobrada
por Guerrero, que bateu em William Arão no meio da barreira, e abriu o placar,
nem bem tinha entrado em campo, no lugar de Mancuello.
O
Mengão encaminhava sua classificação e Guerrero jogava uma barbaridade, mas sem
sorte.
A
sorte que Santiago Silva, El Tanque, teve aos 22 minutos, ao cabecear um
cruzamento da direita num raro contra-ataque da Universidade Católica.
Não
era possível que o deus dos estádios castigasse Paulo Guerrero e, aos 28, o
peruano rubro-negro desempatou, com categoria, em sua 12ª finalização.

Era
mais que justo, era justíssimo.
Aos
41, Trauco, liquidou a fatura, no peito e na raça, em mais um gol peruano: 3 a
1.
O
Palmeiras voltou com Borja no lugar de Willian e na pressão em busca do empate
que já garantiria vaga nas oitavas de final da Libertadores.
Aos
17, Eduardo Baptista, com coragem, tirou o volante Thiago Santos do meio de
campo e pôs Keno no ataque.
Mas,
aos 21, Fernando Prass fez pênalti e, desta vez, não conseguiu evitar o
terceiro gol boliviano.
Um é
pouco, dois é bom, três, convenhamos, é demais.
Sim,
dois é bom, e Cabeças, de cabeça, fez um belíssimo gol contra em cruzamento de
Keno: 3 a 2.
Três
seria, mesmo, demais.
E era
possível para um time que tem tirado do fundo d’alma resultados épicos.
Tempo
havia, uns 20 minutos.
Rafael
Veiga substituiu Dudu e Jean, que falhara no lance do pênalti, quase deu o
quarto gol aos JW.
Fisicamente
o Palmeiras suportou bem, mas não conseguiu o desejado empate.

Foi-se
a invencibilidade alviverde, mas a vaga deve vir no último jogo, contra o
Tucuman, com portões fechados.
Que a
torcida cerque a arena palmeirense e faça barulho do lado de fora.

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