Sócios Pelo Flamengo exaltam balanço 2016: “No caminho certo”

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Diretoria e Comissão Técnica do Flamengo comemorando título Carioca 2017 – Foto: Gilvan de Souza

SÓCIOS
PELO FLAMENGO
: No último dia 05/04/2017 o Clube de Regatas do Flamengo divulgou
suas Demonstrações Financeiras referentes ao exercício de 2016.

Diante
dos números apresentados, temos bons motivos para continuar acreditando que o
clube segue no caminho certo.
Os
grandes destaques ficam por conta dos recordes alcançados no Faturamento Bruto
de R$ 510 milhões, bem como do Superávit, superior a R$ 153 milhões. Ainda,
comemoramos o fato de que os números alcançados estejam muito próximos ao
orçamento apresentado no início do ano, o que deixa claro a capacidade e
competência do departamento de Finanças do clube na previsão de cenários.
Além
disso, as demonstrações financeiras apresentam outras boas notícias, ainda mais
se levarmos em conta a particularidade do ano de 2016, no qual o Flamengo jogou
longe do Rio de Janeiro por quase toda a temporada, fazendo somente 4 jogos
como mandante na cidade.
Se
logo após a republicação das Demonstrações Financeiras de 2012 alguém afirmasse
que o Flamengo seria capaz de reduzir seu passivo a descoberto em mais de R$
320 milhões nos 4 anos seguintes, certamente seria visto como louco.
Porém,
o que seria um devaneio tornou-se realidade.
Em
2012, o Flamengo apresentou um passivo a descoberto de R$ 423 milhões. De lá
pra cá, esse número caiu para R$ 95 milhões e nos faz ter esperanças de que já
em 2017 consigamos apresentar Patrimônio Líquido positivo. Isso significará que,
pela primeira vez em anos, o Flamengo terá mais ativos do que passivos.
A
ampliação e a diversificação das fontes de receitas, as negociações com os
credores e o resgate da credibilidade institucional do clube foram os
principais fatores para que o resultado fosse alcançado.
A
Receita Bruta evoluiu de R$ 355 milhões em 2015 para 510 milhões em 2016. As
Luvas do contrato de transmissão de R$ 120 milhões contribuíram bastante e
aumentaram a concentração dos Direitos de TV em nossa receita. Essa
concentração não deve se repetir nos anos seguintes. Apesar da elevação da
receita não recorrente, por conta das Luvas, o clube apresentou queda nas
receitas de Bilheteria, Patrocínios e Sócios Torcedores.
Mesmo
com esta queda, e que deve ser objeto de análise e atenção por parte do clube,
cabem algumas observações.
Primeiramente,
temos que, mesmo com o ano atípico de 2016, no qual o Flamengo passou quase que
toda a temporada longe do Rio de Janeiro, sem disputar a Libertadores e sem
chegar às fases finais da Copa do Brasil, as quedas de Bilheteria e Sócio
Torcedor foram pequenas, cerca de 10% cada, e iniciamos 2017 com mais de 90 mil
Sócios Torcedores ativos, o que é um indicador claro de que essas receitas
serão ampliadas nesta temporada.
Quanto
aos Patrocínios, onde se viu uma queda ainda mais acentuada – cerca de 22% – o
advento do anúncio da Carabao como parceira e camisa “cheia” desde o início da
temporada garantem que as receitas de patrocínio tranquilamente retomarão o
patamar anterior.
Outro
ponto que exige comentário quanto aos números de 2016 é a recuperação do
Edifício Hilton Santos “Morro da Viúva” com o recebimento de mais de R$ 11
milhões referentes à multa de rescisão contratual.
Após
anos de restrição necessários para implementação de um plano de austeridade,
finalmente os bons números de receita começam a refletir dentro de campo, com o
Flamengo realizando boa campanha no campeonato Brasileiro, conquistando vaga na
Libertadores e garantindo premiações superiores a R$ 7 milhões. É só o começo
de um processo que nos colocará em condição de superioridade e que certamente
será traduzido em conquistas e títulos, razão principal de ser do Flamengo e
expectativa maior de cada um dos milhões de torcedores espalhados pelo mundo.
Assim
como nos anos anteriores, o Flamengo aproveitou o aumento das receitas para o
pagamento de dívidas. Reduziu em mais de R$ 50 milhões o volume de empréstimos
e financiamentos, em mais de R$ 28 milhões a conta com fornecedores e também em
mais de R$ 28 milhões o volume de adiantamentos recebidos.
Dentre
os credores cujos débitos de relevante monta que foram quitados, destacamos 3
deles (Consórcio Maracanã, CBF e FERJ). Com o fim dessas obrigações, a
diretoria ganha ainda mais liberdade política para negociar os interesses do
Flamengo junto a essas 3 entidades.
Não
menos importante, urge ressaltar a quitação de elevados débitos com a Multiplan
(“Consórcio Plaza”) e com os ex-atletas Ronaldinho Gaúcho e Romário,
mediante a celebração de acordos que reduziram substancialmente os valores que teriam
que ser desembolsados pelo clube.
Além
da redução do passivo, o clube seguiu investindo para garantir o seu futuro:
Conclusão do Módulo Profissional do CT do Ninho do Urubu, Arrendamento do
Estádio da Ilha do Governador, Aquisição de Jogadores e renovação de contratos
com os atletas da base.
Como
já dissemos anteriormente, todos esses dados financeiros deixam claro que o
Flamengo segue no caminho certo, mas ainda há muito a ser feito para que a
hegemonia nas finanças cheguem também ao campo.
Por
todo o exposto, o SóFLA comemora os resultados positivos obtidos, mantendo sua
prática de análise e observação do trabalho desempenhado e, por fim,
reafirmando seu desejo de colaborar ainda mais para um Flamengo cada vez mais
forte.
Saudações
Rubro Negras.

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