Craque o Flamengo faz em casa. Menos no gol.

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Thiago e Gabriel Batista, goleiros do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPN: Apontado
como culpado na derrota para o Sport, na última quarta-feira, o goleiro Alex
Muralha vive o momento mais delicado da sua trajetória no Flamengo. As falhas
têm sido cada vez mais recorrentes e muitos torcedores demonstram nas redes
sociais e também nos estádios que a paciência acabou. É nesse clima que ele
será titular mais uma vez. Agora diante do Avaí, em Florianópolis, neste
domingo, pela sexta rodada do Brasileiro.

Além
do voto de confiança dada pelo técnico Zé Ricardo, Muralha parece também não
ter sombra na Gávea, embora o clube rubro-negro saiba “fazer goleiros em
casa”.
Os
três reservas de Muralha são crias da base: César, 25, Thiago, 20, e Gabriel
Batista, 19. O primeiro e o segundo foram campeões da Copa São Paulo de futebol
júnior em 2011 e 2016, respectivamente. E somente eles já jogaram pelo time
profissional.
Mas o
que impede que um deles assuma a vaga de Muralha?
Vai e volta
Exceção
feita ao titular, César é o goleiro com mais jogos pelo Flamengo. São 20
partidas  desde que foi promovido dos
juniores. Mas ele sempre foi reserva de luxo.
No
início de 2016, César acabou emprestado para a Ponte Preta. A expectativa é que
na equipe campineira ele poderia jogar e demonstrar suas habilidades. Não foi
assim. Não fez nenhuma partida e por isso não prosseguiu em Campinas.
No
início deste ano, ele foi cedido para a Ferroviária. Mas também não jogou na
equipe de Araraquara, ficando na reserva de Matheus. Não chegou a ficar até o
fim do Paulista.
O
Flamengo requisitou a volta dele após perder o goleiro reserva Paulo Victor. O
seja, precisava de alguém experiente para ser a segunda opção.
César
voltou, mas até agora não teve chances.
De
2011 para cá, ele fez um jogo em 2013, outro em 2014 e 18 em 2015.
Pegador de pênaltis
Assim
Thiago ficou conhecido entre os torcedores rubro-negros. O motivo foram as duas
penalidades que defendeu no confronto com o Corinthians, na decisão da Copa São
Paulo de futebol júnior do ano passado – o time carioca venceu a disputa por 4
a 3.
Ele
também é conhecido por ser rubro-negro fanático. Chegou ao clube em 2007, quando
tinha apenas dez anos e jogava futsal. Aos poucos migrou para o campo. Desde o
início mostrava boa técnica e fez parte de várias seleções de base.
Em uma
entrevista quando foi campeão da Copinha, revelou que tinha uma coleção de
camisas antes de virar atleta profissional. Era uma demonstração do lado
torcedor.
Mas
nem era preciso dizer isso. Uma atitude de Thiago diza muito mais. Em 2014, ele
chegou até a cornetar o lateral João Paulo durante a atuação do time numa
partida pela Libertadores contra o Bolívar. Ao ver um erro do jogador, escreveu
no Twitter: “O João Paulo tinha que ser banido [do futebol].”
O caso
fez o garoto ser cobrado pela diretoria do Flamengo na base. Mas ele escapou de
uma punição. Na época tinha apenas 17 anos. Já tinha jogado uma edição da
Copinha – em que foi mal, tomando até gol olímpico – mas não era tão conhecido.
No ano
em que foi campeão, Thiago mostrou muita personalidade. Além de defender dois
pênaltis, tentou bater um. Errou. Mas mesmo assim não se abalou. Muitos flamenguistas
gostam do perfil do jogador, que é bem identificado com a Gávea.
Nova joia?
Gabriel
Batista é o mais novo goleiro do time profissional do Flamengo, o que torna
improvável a escolha dele para jogar. Mas no clube muitos o veem com futuro.
Ele
nasceu no Rio, mas começou jogando futsal. Ganhou uma chance de ser goleiro de
campo no Audax-RJ. A mudança foi em 2012. Foram dois anos no clube.
Chegou
ao Flamengo em 2014. Em pouco tempo, Gabriel Batista passou a ser titular e a
ser convocado para seleções de base. A rápida ascensão e facilidade de
adaptação em um grande clube é o que fazem muitos verem nele um potencial
elevado.

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