Flamengo promete reavaliar valor do ingresso na Ilha do Urubu.

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Torcida do Flamengo protestando contra valor do ingresso – Foto: Pedro Ivo Almeida

UOL: Os
gritos antes de a bola rolar deixavam claro a insatisfação da torcida. Ao som
de “queremos raça” e “não é mole, não, para jogar no Mengo tem
que ter disposição”, os jogadores do Flamengo aqueciam para o primeiro
jogo no estádio Ilha do Urubu, na noite desta quarta-feira (14). A pressão, no
entanto, durou apenas até o apito inicial. Com o jogo iniciado, os rubro-negros
“aliviaram” o elenco e fizeram da nova casa um caldeirão diante da
Ponte Preta.

Ainda
que o time não fizesse a melhor exibição recente, a torcida parecia não querer
lembrar do mau momento na temporada. A investidas ofensivas comandadas por
Diego e Vinicius Jr. contavam com o apoio das arquibancadas. E o novo
“caldeirão” jogava a favor até mesmo nas situações mais delicadas na
defesa.
Na
segunda metade do primeiro tempo, o “fôlego” nas arquibancadas
diminuiu. A torcida parecia estar impaciente com a falta de gols. Mas nada de
protesto.
A
remota chance de insatisfação no intervalo por conta de um placar zerado foi
espantada com o gol de Réver aos 47 minutos. 1 a 0 para o Flamengo e festa em
um caldeirão que poderia reunir elementos “explosivos” em caso de
novo tropeço.
No
segundo tempo, o locutor pedia para que a torcida não parasse de apoiar. Nem
precisava solicitar. O gol de cabeça de Leandro Damião aos 13 minutos, após
cruzamento de Vinicius Jr., selava definitivamente a paz entre time e torcida e
marcava de maneira positiva o primeiro jogo no novo estádio.
Já no
fim, com quase 40 minutos, novo momento de euforia: aproveitando a química
positiva com o público, o técnico Zé Ricardo lançou mão de Darío Conca, que fez
sua estreia pelo Flamengo. Mais aplausos e gritos, afastando o medo de um
cenário trágico logo na primeira noite rubro-negra na Ilha.
Ingresso
polêmico: Fla promete avaliar
O
único protesto nas arquibancadas veio no intervalo. Mas nada direcionado ao
time. Uma faixa no setor leste, próximo à bandeirinha de escanteio do setor à
esquerda das cabines de imprensa, pedia que a diretoria reduzisse o preço dos
ingressos – R$ 70, o mais barato para este início de caminhada na Ilha do
Urubu.
Responsável
pela operação do novo estádio, o diretor de novos negócios do Flamengo, Marcelo
Frazão, admitiu o problema com o valor do ingresso, mas explicou a definição
dos preços. Ele ainda prometeu avaliar a questão após os três jogos iniciais –
pacotes vendidos.
“Sobre
a precificação, entramos na discussão da meia-entrada. Boa parte daqueles que
vêm ao estádio pagam metade do preço. Logo, há uma diferença do preço nominal para
o preço de fato de quem vem ao estádio. Ainda assim, mesmo com as reclamações,
vendemos sete mil pacotes para esses jogos. Isso é positivo. Passado esse
período, podemos verificar a situação jogo a jogo”, disse Frazão.
Ao
fazer um balanço geral da operação do primeiro jogo, ele falou em “saldo
positivo” e citou apenas alguns pequenos ajustes. 

“Foi bem bacana. Claro
que é uma primeira vez, temos pontos a ver, mas foi bom. Iremos ver algumas
questões de banheiros, oferecer mais ao torcedor e reparar algumas
questões”, finalizou o dirigente rubro-negro.

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