Após nova confusão, PM critica efeito suspensivo dado ao Vasco

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GEPE prendendo torcedor do Vasco em São Januário – Foto: Reprodução

MARLUCI
MARTINS
: A polícia militar vai solicitar uma reunião com os dirigentes de
Vasco, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Confederação Brasileira de Futebol
(CBF). A ideia é discutir a questão da segurança nos estádios, a partir
principalmente dos incidentes do último sábado em São Januário.


Aguardamos uma reunião com os órgãos que promovem o evento esportivo, os quatro
grandes clubes do Rio de Janeiro e a CBF. A polícia militar precisa ser ouvida
de forma mais evidente – afirmou ao Blog Extracampo o coordenador social de
comunicação social da polícia, Major Ivan Blaz.
A
suspeita de que bombas não passaram pela revista vai motivar uma investigação.
A polícia militar já passou a bola para a civil tomar providências.
– A
investigação vai acontecer. As agressões foram filmadas e uma ocorrência foi
registrada pela polícia civil. A PM recebeu a imagem de uma agressão dentro da
torcida do Vasco e repassou-a à polícia civil.
O
policial aponta algumas dificuldades estruturais que, no caso de São Januário,
tornam vulnerável o esquema de segurança:
– São
Januário não é um estádio que abre suas portas somente para os jogos.
Diariamente há o trânsito de pessoas no local. É um clube com escolinhas. No
dia de uma partida, há pessoas entrando e saindo. Como fazer o
“lockdown” (bloqueio)? Além disso, roletas e catracas são ainda um
ponto sensível em São Januário. Não há roletas com reconhecimento digital por
biometria, dispositivo que impediria o acesso de pessoas vetadas pela Justiça.
Outras praças desportivas já se adequaram, mas o Vasco conseguiu efeito
suspensivo – destacou.

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