Bandeira é absolvido pelo STJD após banana a torcedor do Flamengo

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Eduardo Bandeira de Mello, Presidente do Flamengo, fazendo sinal de “banana” para torcedor – Foto: Divulgação

UOL: O
Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta quinta-feira a
reforma à advertência dada ao presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo,
no dia 28 de junho.

Na
ocasião, o dirigente foi advertido por conduta antidesportiva por fazer um
gesto de banana a um torcedor no jogo contra o Avaí pelo Campeonato Brasileiro.
A partida, realizada no Estádio da Ressacada em 11 de junho, foi válida pela
sexta rodada da competição e terminou empatada em 1 a 1.
Em
novo julgamento nesta quinta-feira, o advogado do Flamengo, Michel Assef, pediu
a absolvição do dirigente. O Pleno do STJD, por sua vez, acatou o pedido.
“O
presidente foi denunciado em razão de ter feito um gesto de uma banana para um
torcedor do Flamengo. Em julgamento, o presidente foi advertido e não havia
qualquer prova contra ele. O fato não está na súmula e a denúncia se baseia
somente em reportagem que não foi juntada nos autos. A defesa precisa de um
mínimo de formalidade”, disse Assef, segundo o qual “não há prova que
sustente a denúncia”.
Punição ao Avaí é mantida
O
Pleno ainda manteve a pena aplicada ao meia Marquinhos, do Avaí, por incidentes
no mesmo jogo. Na ocasião, foi expulso pelo árbitro Paulo Henrique Schleich
Vollkopf e, ao deixar o campo, bateu boca com a equipe de arbitragem.
“Fui
informado pelo árbitro assistente número 1, senhor Eduardo Cruz, que o atleta
adentrou o campo de jogo, gesticulando com o uso das mãos que estavam sendo
roubados e dizendo as seguintes palavras: ‘seus filhos das p…, cambada de
ladrão, vocês estão nos roubando'”, relata a súmula do jogo.
No
primeiro julgamento, tanto Marquinhos quando o Avaí foram punidos. O atleta
pegou quatro jogos de suspensão, além de multa de R$ 2 mil, por ofender a
arbitragem; o clube pegou multa de R$ 3 mil por desordem. No julgamento desta
quinta-feira, o Pleno manteve a decisão.
A
decisão contraria a defesa do Avaí, que havia pedido a desclassificação da
denúncia para o artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva,
“assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não
tipificada pelas demais regras deste Código”. Sem sucesso, não conseguiu
uma readequação da pena do jogador e do clube.
“O
atleta já cumpriu dois jogos. Com relação à Ressacada, só houve chute no
portão. A Polícia estava presente e a segurança estava presente”, disse o
advogado de defesa, Osvaldo Sestário.
O
auditor Mauro Marcelo de Lima e Silva, relator do processo, afirmou entender
que o recurso do Avaí não merecia ser provido no Pleno. Com a palavra para
voto, defendeu o pedido do Flamengo. O voto foi acompanhado pelos demais
auditores presentes e proferido com unanimidade dos votos.
“O
atleta Marquinhos ofendeu a arbitragem quando já havia sido substituído. Ao
Avaí, a conduta começa no lado externo e é ligada a tentativa de invasão da
área interna. Se aplica a responsabilidade objetiva aos clubes com relação a
segurança do espetáculo”, declarou. “Ao Flamengo, entendo que deve
ser provido. O fato de bater com o punho no outro braço contra um torcedor do
próprio clube foi uma represália instintiva”, argumentou.

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