Carlinhos eterno

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Foto: Divulgação

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: Pela elegância e precisão em campo, Luiz Carlos Nunes da
Silva recebeu o apelido de Violino quando desfilava seu futebol como classudo
volante, mas a alcunha também poderia se referir à música que conduzia os times
que comandou como técnico. Um dos grandes craques e maiores técnicos do clube,
o ídolo nos deixou em junho de 2015, mas segue eternizado em sua “segunda
casa”, como chamava a sede da Gávea, em um busto na Praça Carlinhos, que
também recebe seu nome.

Como
jogador, de 1958 a 1969, participou das conquistas de dois campeonatos
estaduais e do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Defensor como poucos, foi um dos
únicos a ganhar o Prêmio Belfort Duarte, por nunca ter sido expulso de campo, e
é apontado até hoje como um dos maiores da posição no futebol brasileiro.
Carlinhos, que recebera as chuteiras de Biguá quando garoto, na despedida do
jogador em 1954, repetiu o gesto em sua aposentadoria como atleta, passando seu
instrumento de trabalho para um garoto promissor da Gávea – Arthur Antunes
Coimbra, o Zico. Aquele não seria o final de Violino, e sim um novo começo,
como treinador.
Treinador multicampeão
Mesmo
após pendurar as chuteiras, o jogador nunca perdeu vínculo com seu clube de
coração. Tendo trabalhado no Flamengo por muitos anos, Violino recebeu sua
primeira oportunidade como treinador do time profissional de futebol ao
substituir Paulo César Carpegiani, no ano de 1983. Naquele ano, Carlinhos fez
parte da conquista do tricampeonato brasileiro, já que assumiu o time como
interino na campanha que teria como comandante o então treinador Carlos Alberto
Torres.
Violino
chegou a treinar outros clubes, mas sua paixão pelo Flamengo resultaria em sete
passagens pela Gávea. Pela habilidade de contornar crises, ficou conhecido
internamente como um “bombeiro” do clube. Em muito pouco tempo, saiu
da condição de ‘sempre interino’, passando a ser extremamente respeitado como
treinador e conquistando de vez a Nação Rubro-Negra, com seu carisma, serenidade
e estrela. Depois de levar o Flamengo ao tetracampeonato brasileiro, em 1987, e
ser bicampeão da Taça Guanabara (1988-1989), o ex-jogador assumiu o Mais
Querido novamente em 1991, para disputar o Campeonato Carioca (em que foi
campeão) e a Supercopa dos Campeões, com um time considerado mediano. No ano
seguinte, comandou o time que surpreendeu a todos ao chegar na fase final do
Campeonato Brasileiro de 1992 e se sagrar pentacampeão após dois jogos
históricos contra o rival Botafogo.
Carlinhos
teve a habilidade para administrar um elenco que tinha extremos. Jogadores
experientes, como o “Vovô-Garoto” Júnior; e uma leva de promessas –
Júnio Baiano, Marcelinho, Piá, Nélio, Djalminha, Paulo Nunes e companhia. Na
decisão, contra o Botafogo – que vinha com melhor campanha na fase anterior -,
deu Flamengo. Os comandados do Violino executaram uma verdadeira sinfonia em
campo e, no primeiro jogo, já puseram as mãos na taça: 3 a 0. O empate por 2 a
2 no jogo de volta – com direito a golaço do Maestro – selou a conquista do
penta rubro-negro, uma das maiores glórias da carreira de Carlinhos.
Depois
desta marcante passagem, ainda viriam outras três, com mais alguns títulos para
o currículo do inesquecível Violino: os campeonatos cariocas de 1999 e 2000 e a
Copa Mercosul de 1999. Seus números impressionantes à frente do Rubro-Negro
levaram muitos dos 40 milhões de apaixonados pelo Flamengo a colocarem
Carlinhos como o melhor técnico da história do clube

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