Diego decai no Flamengo em período que vai buscar bola na zaga

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Diego e Tchê Tchê em Flamengo x Palmeiras – Foto: Buda Mendes/Getty Images

EXTRA
GLOBO
: Antes do elenco estar recheado de reforços de peso, Diego era quem
comandava o Flamengo e foi o principal responsável pela boa campanha no
Brasileiro, em 2016. Este ano, porém, não tem conseguido ser tão decisivo. Nada
a ver com o pênalti perdido contra o Palmeiras. No geral, Diego tem números
ruins para o principal articulador de jogadas da equipe.

Apesar
dos quatro gols nas 13 partidas disputadas na competição, o meia é o jogador
que mais erra passes no Flamengo – 58 vezes. Apenas o quarto que mais acerta
passes, atrás de Márcio Araújo, Réver e Trauco. Aqui vale ressaltar as
circunstâncias das jogadas. Diego percorre o campo todo e é o responsável pelo
toque final próximo à área, onde a defesa está postada. Por isso também está em
segundo na estatística de jogadores caçados em campo. É o vice-líder em faltas
recebidas no Brasileiro e quem mais apanha no Flamengo.
Nesse
contexto, ainda são dez finalizações, duas assistências para gol e 19
cruzamentos, sua principal marca, justamente por assumir as bolas paradas.
Diego notadamente assumiu função múltipla ao, sem a bola, fechar espaço e dar
combate direto. Por isso também lidera os desarmes errados, interceptações que nem
sempre garantem a posse de bola. Com a entrada de Éverton Ribeiro na equipe,
compartilhou ainda mais o protagonismo de criar as jogadas.
No
jogo com o Cruzeiro, Diego foi substituído no fim por Zé Ricardo, que se mostra
reticente em abrir mão de seu craque e vai continuar apostando no entrosamento
dos reforços para que o meia volte a apresentar o bom futebol de sempre.

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