Eurico nega ódio ao Flamengo: “Quero que perca, mas sem porrada”

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Eurico Miranda – Foto: Paulo Fernandes / Vasco

UOL: A
postura da Polícia Militar em relação aos episódios de violência em São
Januário no último sábado não passaram em branco ao presidente do Vasco, Eurico
Miranda. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira no estádio, o dirigente
rebatou a crítica do órgão sobre uma suposta falha de segurança e revista dos
torcedores por parte do clube.

O
cartola, inclusive, culpou e insinuou que a ação enérgica da PM com tiros de
bala de borracha e bombas de efeito moral contribuíram para o tumulto se tornar
ainda maior.
“Quero
fazer comentários sobre a precipitação que está acontecendo de todas as partes.
Imprensa, PM, MP… Ninguém mais do que eu quer que as coisas sejam devidamente
apuradas, investigadas. O Julgamento antecipado normalmente induzem a erro. Vou
começar pela nota. PM disse que funcionários do Vasco…. A quem interessava
que acontecesse esses fatos lamentáveis? Ao Vasco, ao seu presidente?
Evidentemente que não. Interessava ao Vasco? Não. Nos jogos eles têm um pró
labore. Interessava a eles? Evidentemente que não. Pode interessar a um, dois, três
que não trabalham. Não se pode generalizar e acusar. Tenho 630
funcionários”, declarou Eurico.
O
presidente vascaíno reafirmou que a responsabilidade pela revista dos
torcedores era da Polícia Militar e revelou ter sugerido o clássico com torcida
única:
“A
PM justifica da maneira dela. Pode até nem fazer a revista alegando falta de
contingente, mas é a responsável por essa revista. Quando pede que seguranças
particulares façam, ela PM quem supervisiona. Da parte do Vasco, tomamos todas
as medidas necessárias, inclusive solicitei torcida única. A PM é que disse que
tinha condição de dar garantia. Os portões de São Januário só abrem após a
chegada da PM”.
Eurico
Miranda também eximiu o clube de culpa pela morte do torcedor Davi Lopes Rocha,
de 27 anos, que foi baleado no tórax já do lado de fora de São Januário.
“Só
falta dizerem que mataram o torcedor aqui dentro e jogaram lá fora. Aí é
brincadeira. Tem que ter investigação. Foi arma de fogo? Tem que apurar de onde
saiu. Uma coisa garanto: se foi arma de fogo, foi lá fora. Acho que não
entraria no estádio com a revista”, disse.
O
cartola também negou que tenha incitado a violência com suas declarações em
relação ao clássico com o maior rival:
“Não
se pode dizer que estou incitando ódio. Ninguém incita ódio. O que existe é uma
rivalidade. Alguém do Flamengo falou uma bobagem sem tamanho sobre isso. Aqui
se incita rivalidade, que é essência do futebol. Jogaram, ganharam. Normal.
Existe uma rivalidade antiga. A razão de ser do futebol é a rivalidade. Senão
você vai ver uma ópera, um balé. A hora que não tiver rivalidade no futebol a
tendência é descer. Não pode confundir é com violência. Eu quero que o Flamengo
perca. Estou estimulando o ódio? Não. Quero que dê porrada no Flamengo? Não. É
uma diferença grande. Sei o que representou para eles vencerem aqui. E sei o
que representa ter perdido.”
Por
fim, Eurico Miranda deixou claro não ser contra a realização do clássico na
Ilha do Urubu no returno do Campeonato Brasileiro.
“Eu
não sou contra (ser na Ilha do Urubu), a PM é que tem que ser. Quando fiz a
proposta de torcida única, fiz também para o segundo turno. Cada um tem que
assumir a sua responsabilidade, só não pode a PM se eximir. Pode dizer que não
tem contingente.”, ressaltou.
Eurico contra o Flamengo
Mando
o recado. As pessoas gostam de números. Desde que assumi são seis vitórias, e o
Flamengo quatro, sendo um amistoso. Desde 86 para cá, quando era
vice-presidente de futebol, o Vasco tem um número de vitórias maior. Para mim
isso que é rivalidade. Continuo dizendo que é um campeonato à parte. Perdi
esse. Vamos ver no segundo turno.
Protestos das torcidas
Foi em
cima da PM, da atuação dela. Não foi contra o time, contra o Flamengo, contra o
presidente… Vimos crianças aterrorizadas, com os olhos lacrimejando. Foi pelo
conflito ou pela forma que a PM reprimiu? Claro que depois as coisas tomam
outras proporções e chegaram onde chegaram. Nesses meus longos anos no futebol,
eu realmente não tinha visto cenas como aquelas. Foram provocadas.
Possível jogo no Maracanã
Eu
acho que poderia ser em em outro estádio? Maracanã? De que jeito? Gastaram mais
de R$ 1 bilhão e não é de ninguém. Deveria ser do povo, mas não é. Demonstra a
situação que vivemos no geral.

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